Culto Especial pelo Natalício de Meishu-Sama – Sede Central – 2015

PALESTRA DO PRESIDENTE DA IGREJA MESSIÂNICA MUNDIAL DE PORTUGAL

MIN. CARLOS EDUARDO LUCIOW

DEZEMBRO / 2015

Bom dia a todos!

(Bom dia!)

Os senhores estão a passar bem?

(Graças a Deus e ao Messias Meishu-Sama!)

Graças a Deus e ao Messias Meishu-Sama!

Hoje, o meu agradecimento é multiplicado pelos 12 meses do ano e ao iniciar este nosso último Culto deste ano, gostaria de agradecer do fundo do coração, a dedicação de todos os senhores durante todo este ano! Muito obrigado!

Também, hoje, como é o Natal de Meishu-Sama, se Ele ainda estivesse no Mundo Material, estaria a completar 133 anos. Mas, no Mundo Divino, Ele continua ainda mais vivo nos nossos corações e agora gostaria de convidar todos os senhores para, juntos, cantarmos os parabéns a Meishu-Sama!

(Cantaram-se os Parabéns a Meishu-Sama!) (Palmas)

Muito obrigado!

Quando Meishu-Sama estava no Mundo Material, no dia do seu aniversário, Ele era visitado por todos os Reverendos, Ministros e membros que levavam a sua gratidão e os seus agradecimentos. Ele ouvia as experiências de fé e sempre se comovia até às lágrimas ouvindo os relatos e os agradecimentos dos membros. Hoje, tenho certeza que Ele, também, no Mundo Divino, está muito comovido com todos os agradecimentos que recebeu através dos formulários que colocámos junto com a nossa sincera prenda, para que Ele possa utilizá-la na salvação de um maior número de pessoas. Da melhor forma possível, Meishu-Sama vai dar vida a essa sincera materialização do nosso sentimento.

Também, recebi do Solo Sagrado do Japão, um telefonema do Diretor do Departamento Internacional, Min. Keizo Miura, que em nome do Presidente Mundial, Rev. Masayoshi Kobayashi, enviou a todos os senhores, os desejos de um Feliz Natal de Meishu-Sama, um 2016 repleto de realizações e de expansão para a Obra Divina dos nossos países: Portugal, Espanha e Itália. Eu também, nesse momento, transmiti-lhes a nossa gratidão por todas as orientações, por todo o amor e apoio que recebemos, desejando-lhes um 2016 muito feliz e repleto de realizações.

Ontem, telefonei ao Presidente da Igreja Messiânica Mundial do Brasil, Rev. Marco Resende Miyamichi, que os senhores conhecem bem, para desejar-lhe Boas Festas, juntamente a todos os membros do Brasil. Ele também me pediu que transmitisse aos senhores, os seus desejos de um feliz 2016 e de grande expansão para a Obra Divina.

Também recebemos pelo correio, este lindo cartão de felicitação do nosso Presidente Mundial, Rev. Masayoshi Kobayashi, com a seguinte mensagem: “Desejo a todos muitas felicidades e plena expansão para a Obra Divina.” Está entregue! (Palmas)

Quem está aqui hoje pela primeira vez, pode levantar a mão?

Sejam muito bem-vindos, é um prazer! (Palmas) Estão a vir pela primeira vez num dia muito importante, que é o dia de aniversário de Meishu-Sama. Sejam muito bem-vindos e retornem sempre!

Estamos a receber também membros do exterior: Brasil, Angola, Suíça e Itália. Sejam muito bem-vindos! (Palmas)

De Portugal, temos membros de Vila Real, Porto, Gaia, Bustos-Aveiro, Coimbra, Ribatejo e logicamente, Lisboa e arredores. Sejam todos muito bem-vindos! (Palmas)

No mês passado, dei à Min. Cecília a missão de criar um coro para os Cultos Mensais e ela desenvolveu-a de um modo maravilhoso! Muito obrigado! (Palmas) Muito obrigado a todos os senhores pela vossa dedicação, esforço e alegria que trouxeram ao nosso Culto. Muito obrigado e parabéns! Quem gostou faça o favor de se unir ao coro pois quantas mais pessoas cantarem com amor, mais bonito vai ficar o nosso Culto. Estão a aceitar novas inscrições? (Sim!) (Risos)

Hoje ouvimos a experiência de fé da senhora Maria da Graça Rodrigues da Cunha que muito nos ensinou. Gostaria de salientar um ponto que acho muito importante: ela começa por dizer que apesar de fazer Ikebana, não se sentia preparada para fazer vivências, porque era tímida e não sentia segurança de fazê-la bem feita. Alguma coisa dentro dela não a deixava fazê-las. Mas, graças à orientação do seu Ministro e o apoio da sua Professora de Ikebana, resolveu enfrentar esse seu limite e fez quatro vivências: na sua casa, na casa da mãe, na casa de um casal de membros e na casa de uma colega de trabalho. E, maravilhosamente, em todas essas quatro vivências, teve lindas experiências. Isso demonstra que, quando nós colocamos o nosso ego em segundo lugar e nos colocamos à disposição de Meishu-Sama para fazer as pessoas felizes, Ele se manifesta.

Todos nós temos um ego e Meishu-Sama ensina que devemos tê-lo mas não devemos deixá-lo manifestar-se. É complicado, não é? (Sim) Temos que ter, mas não manifestar! No momento em que nós conseguirmos deixar de fazer só aquilo que nós gostamos, que nos é conveniente e colocar a felicidade do nosso próximo na frente das nossas convicções pessoais: “eu gosto”, “eu não gosto”, “eu acho que tenho jeito para isto”, “eu acho que não tenho jeito para aquilo”, Deus manifestar-se-á, com resultados maravilhosos, como no caso do seu irmão; foi um milagre!

Quem conhece a natureza daquele tipo de problema sabe que, um quadro desses, não muda facilmente: ele se abrir e querer se arrumar, de pedir ajuda e querer levar o colchão para o Sol, etc., é um grandíssimo milagre! Só a Luz de Deus pode operar um milagre desses, de uma hora para a outra. Qual é a origem dessa Luz? No Ensinamento de hoje, Meishu-Sama nos orienta: “O objetivo da Igreja Messiânica Mundial é a construção do Paraíso Terrestre. Mas o que significa isso? Obviamente, o Paraíso Terrestre é o mundo de perfeita Verdade, Bem e Belo.” Todos nós já ouvimos isso e sabemos de cor, mas na prática como é que isso funciona?

Ontem, lembrei-me de uma passagem da vida de Meishu-Sama em que, um certo Reverendo da Igreja Oomoto, depois de ver uma caligrafia de Meishu-Sama onde estava escrito: “Verdade, Bem, Belo”, escreveu-lhe uma carta a perguntar, porque é que junto com essas três palavras, Ele não tinha escrito também a palavra Amor. Meishu-Sama, com muita cordialidade, respondeu o seguinte: “O amor é algo que jorra das mãos de Deus e banha a nossa alma, quando conseguimos reunir a Verdade, o Bem e o Belo em nossas vidas. Quando conseguimos isso, o amor chega até nós. Em outras palavras, se não existir a Verdade, o Bem e o Belo, o amor que ali existir, não passará de um amor egoísta.” Que bela resposta, não é? (Sim) Muito profunda! Quando me lembrei dessa orientação, entendi que o nosso empenho na concretização da Verdade, do Bem e do Belo nas nossas vidas é que nos permite receber o imenso amor de Deus, ou seja, o amor altruísta, criando um ambiente propício para que esse Grande Amor possa assentar-se dentro dos nossos corações.

Assim, essa Luz que esses lares receberam, gerou verdadeiros milagres porque juntaram-se esses três factores: a Verdade, o Bem e o Belo.

A Verdade está nos Ensinamentos, porque eles baseiam-se no próprio estado natural das coisas.

O Bem é a virtude de ir as casas, com o sincero desejo de fazer as pessoas felizes.

E o Belo é a materialização desse sentimento do Bem.

Quer dizer, o Bem é a prática da Verdade e o Belo é a expressão do Bem. Juntando esses três componentes, nasce o Amor. Sem esses três factores, pode até existir amor, mas será egoísta. Por ter essa tríade, é que o Paraíso vai ser um mundo onde as pessoas se amam. Elas vão viver de acordo com a Verdade, vão praticar o Bem e expressar o Belo. Mas não o Belo por si só, pela estética, mas sim o Belo, pelo Bem que dele provém; o Belo como prática de altruísmo, o Belo dos sentimentos.

Desde o início deste ano, esforçámo-nos muito para criar Núcleos de Johrei, nas casas, para que essas se transformassem em “faróis” da Luz da Salvação de Deus e Meishu-Sama para a sociedade, reunindo parentes, amigos e vizinhos nos lares, atraindo as pessoas, concedendo esse tipo de Luz, como fruto da manifestação da Verdade, do Bem e do Belo. Atualmente, temos em Portugal, 23 Núcleos, além dos Johrei Centers, com esse objetivo de levar a Luz de Deus para a sociedade.

Muitas vezes temos dificuldade em trazer alguém à Igreja, ou porque é longe, ou porque a pessoa está desconfiada, etc. Mas na nossa casa a pessoa vem sem dificuldades. Se convidarmos um amigo ou conhecido para vir à nossa casa beber um chá, um café, fazer-nos uma visita, esse amigo vem e, nessa oportunidade, pode-se fazer uma vivência com a flor, com o mesmo sentimento da senhora Maria da Graça.

Recentemente tivemos essa maravilhosa formação de Professores e candidatos a Professores de Ikebana. Por falar nisso, parabéns pelos maravilhosos arranjos que foram vivificados por toda a Igreja; não sei os senhores, mas eu vi uma grande diferença, um salto de qualidade nos arranjos, sentiram isso? (Sim) É impressionante! Houve mesmo um “upgrade” do Belo, graças ao esforço que todas elas fizeram durante todos aqueles dias, recebendo uma formação de altíssimo nível! Este arranjo do Altar, ontem, quando o vi, achei-o particularmente bonito. Hoje, ao dar os parabéns a Profª. Harue, pensando que fosse ela que o tivesse feito, ela falou: “Fizemos todas juntas!” Nesse momento entendi a razão da beleza extraordinária. É uma beleza que nasceu da união, do sentimento delas todas juntas! É diferente a beleza individual, quando alguém quer ser o protagonista e se exibir com o sentimento de: “olha como eu sou bom a fazer isso”, da beleza que nasce do amor conjunto de várias as pessoas com um único objetivo de fazer os outros felizes. Este é o sentimento paradisíaco! Por isso é que tem: “Verdade, Bem e Belo”. Não basta só o Belo se o sentimento for egoísta, como Meishu-Sama orientou para o Reverendo da Igreja Oomoto.

Neste mesmo Ensinamento, Meishu-Sama continua a falar sobre o Belo da audição, da visão e do paladar; em todas as formas que ele se apresenta, mas o importante é que esse Belo seja norteado por esse altruísmo. Porque é que o coro de hoje nos deu tanta alegria? Porque eles cantam bem ou cantam mal? Não! Porque cantaram com o objetivo de nos fazer felizes.

Agora estão a aproximar-se as festas de Natal, temos que estar atentos para não engordar, porque existe tanta comida gostosa em todo o lugar, não é? (Risos) O menu é farto! Mas porque é que também fica tão delicioso? Porque as mães e as avós cozinham com amor, para receber os seus entes queridos. Se alguém for a um restaurante fino, mesmo que pague muito caro, a comida não vai ser tão gostosa como aquela que fez a mãe ou a avó, porque elas fazem com amor.

Para concluir, já que estamos neste período de Natal, gostaria de comentar uma publicidade que me tocou e achei muito significativa, muito importante, para nos despertar para uma triste realidade. Essa publicidade é de uma famosa loja de móveis que fez uma pesquisa com muitas famílias. Separou os pais dos filhos e, tendo os filhos de uma parte, entregou-lhes um papel para eles escreverem uma cartinha para o Pai Natal, pedindo o que eles queriam. E, logicamente, as crianças escreveram todos os melhores brinquedos que gostariam de receber. E os pais estavam numa outra sala. Logo depois, entregaram para essas mesmas crianças, uma outra cartinha, um outro papel, pedindo que eles escrevessem, dessa vez, não para o Pai Natal, mas para os pais de verdade, pedindo o que é que eles queriam receber desses pais. E as crianças pensaram e também escreveram uma cartinha para os pais. Quando as crianças acabaram de escrever as cartinhas para os pais, os organizadores disseram assim para elas: “Estas cartinhas não podem ser mandadas as duas. Vocês têm que escolher qual das duas querem mandar. A carta para o Pai Natal ou a carta para os vossos pais?”. Maldade perguntar isso para uma criança, não é? (Risos) Mas muito interessante. Porquê? Nesse momento aparece a fisionomia das crianças, muito pensativas, coçando a cabeça e, por incrível que pareça, todas as crianças escolheram mandar a carta para os pais de verdade.

Depois, o filme continua, já com os pais, a receber as cartinhas dos filhos, onde lhes era explicado que: “os vossos filhos escreveram uma carta para o Pai Natal, mas tiveram que escolher entre esta para vocês ou a do Pai Natal e escolheram esta. Então vejam o que é que o vosso filho vos mandou e o que é que ele vos pediu”. Nas cartinhas estava escrito: “quero que o meu pai e a minha mãe brinquem mais comigo”, “quero que o meu pai e a minha mãe me dêem mais atenção”, “quero que a minha mãe jogue futebol comigo” (Risos), “quero que a minha mãe me faça cócegas”. Achei este pedido muito engraçado. Queria que a mãe fizesse cócegas nele! Coisas assim tão simples mas de grande amor, de grande sentimento.

Os pais, logicamente, ao lerem isto, começaram a chorar e reconheceram que enchem os filhos de brinquedos porque não têm tempo para se dedicarem a eles. Tentam suprir a ausência física e afectiva, enchendo os filhos de brinquedos caros, electrónicos, colocando-os à frente da televisão ou vídeo games; enfim, coisas que não exijam a presença física deles. Essas crianças que crescem com essa carência de afecto materno, paterno e familiar, depois vão-se tornar adultos frios, calculistas e indiferentes ao sentimento e sofrimento dos outros; porque ninguém pode dar o que não recebeu! Quem não recebe amor, afecto, compreensão, carinho, também não os pode dar, ou vai ter grande dificuldade em desenvolvê-los. Vai ter um bloqueio sentimental!

Gostaria que, refletindo sobre essa grande mensagem, aproveitemos este período de festas de fim de ano, em que vamos estar no convívio dos nossos familiares, parentes e amigos que, mais do que nos preocuparmos com presentes materiais, de nos preocuparmos sim, em apagar a televisão e conversarmos, darmos atenção, carinho e amor, que é o que o ser humano mais precisa. Este é o verdadeiro e único espírito do Natal.

Desejo a todos Boas Festas e que no próximo ano estejamos aqui juntos para continuarmos a nossa sincera dedicação em prol da expansão da Obra Divina em Portugal.

Muito obrigado!