Culto Especial pela Salvação dos Antepassados – Novembro 2015

PALESTRA DO PRESIDENTE DA IGREJA MESSIÂNICA MUNDIAL DE PORTUGAL

MIN. CARLOS EDUARDO LUCIOW

NOVEMBRO 2015

Bom dia a todos!
(Bom dia!)

Os senhores estão a passar bem?
(Graças a Deus e ao Messias Meishu-Sama!)

Graças a Deus e ao Messias Meishu-Sama!

Antes de mais nada, as minhas sinceras congratulações a todos por este maravilhoso Culto Especial pela Salvação dos Antepassados que acabámos de realizar. Parabéns!

Hoje de manhã cedo, recebi um telefonema do Solo Sagrado de Atami, do Diretor do Departamento Internacional, Ministro Keizu Miura, que me pediu para transmitir a todos os senhores que, do Solo Sagrado, ele e a direção da nossa Igreja, estão orando pela salvação dos antepassados e de todo o povo português. Muito obrigado!

Também gostaria, como sempre, de agradecer de coração a vossa sincera dedicação que nos permite expandir a Obra de Deus e Meishu-Sama aqui em Portugal. Muito obrigado!

Quem está a vir hoje pela primeira vez, pode levantar a mão? Sejam muito bem-vindos! (Palmas) É uma honra recebê-los num dia tão importante, tenho a certeza que os vossos antepassados estão igualmente muito felizes com a vossa presença e que eles receberam muita Luz, porque foram eles que vos trouxeram até aqui.

Estamos também a receber membros que vieram de vários Johrei Centers e Núcleos de Johrei de todo o país: Vila Real, Amarante, Lixa, Porto, Gaia, Bustos, Aveiro, Coimbra, Ribatejo, Venda do Pinheiro, Amadora e Sintra, Oeiras, Cascais, Margem Sul, Algarve e Lisboa. Sejam todos muito bem-vindos! (Palmas)

Estamos também a receber visitas do exterior, de Angola e também uma missionária de Espanha. Gostaria de apresentar duas irmãs: a Sra. Juliana e a Sra. Alice que são angolanas, missionárias aqui na Europa. A Sra. Juliana é um dos braços direitos do Ministro Fernando Alambert, em Madrid e a Sra. Alice faz difusão na Holanda, na casa da filha, onde já encaminhou mais de 20 pessoas. É Angola a exportar a difusão para o mundo. Parabéns, muito obrigado pela vossa presença! (Palmas)

Gostaria também de comunicar com alegria que, devido ao sucesso do ano passado do nosso calendário, foi pedido para repetir e este ano fizemos um ainda mais bonito que o do ano passado, com imagens do Solo Sagrado e com palavras de Meishu-Sama. É um belíssimo presente que podemos primeiro colocar em nossa casa e dar também para os nossos parentes, amigos, conhecidos, onde durante o ano, quer seja através da Luz das imagens do Solo Sagrado, quer da Verdade contida nos Ensinamentos de Meishu-Sama, levar Luz para a casa de todos. Muitas vezes no Natal, no Fim de Ano damos um presente, uma garrafa de champanhe, uma caixa de chocolates, são presentes deliciosos mas que acabam logo, já um presente destes dura o ano inteiro! Durante doze meses, a pessoa vai ter esta belíssima lembrança na sua casa, que vai levar Luz para eles. A partir do próximo sábado eles já estarão à disposição dos senhores nos vossos Johrei Centers e Núcleos de Johrei, procurem os vossos Ministros. Obrigado!

No fim-de-semana passado, realizamos aqui na Sede Central o Seminário Nacional de preparação para o Culto Especial de hoje, com Auxiliares de Família de todo o País. Vieram mais de 80 Missionários de mais de 14 cidades diferentes e por dois dias aqui aprimoramos, fizemos mesas redondas, palestras e atividades externas. Tivemos também neste Seminário, a prestigiante presença de 3 missionários de Angola.

A atividade externa foi aqui perto, no Campo dos Mártires da Pátria, é um local importante da história Portuguesa, onde 11 militares que eram liderados pelo General Gomes Freire foram supliciados. No dia anterior, preparamos as Flores de Luz que seriam distribuídas e o material para fazer Limpeza Espiritual. O Ministro Jorge contou-nos a história para entrarmos no espírito do que aconteceu naquela época e, de manhã, depois da oração matinal, dirigimo-nos todos para lá. Fizemos a oração em frente à lápide onde estão escritos os nomes dos 11 mártires e depois distribuímo-nos por vários sítios do parque para fazer a Dedicação de Limpeza e distribuição das Flores de Luz.

Gostaria de contar uma experiência que vivi, porque acredito que é uma experiência de todos os senhores e não só minha. Escolhi um cantinho onde havia pouca gente, para fazer uma dedicação com profundo sentimento de pedido de perdão por aqueles espíritos, para que eles recebessem o nosso amor e a nossa gratidão e que o Mundo Espiritual se elevassem. Levei uma bandeja de Flores de Luz para distribuir, mas era um lugar da praça onde passava pouca gente porque também estava a chover, por isso fiquei lá parado com a bandeja. Foi quando vi a Sra. Carla, que estava sozinha a limpar e pensei, enquanto não passa ninguém vou ajudá-la. Apoiei a bandeja em cima de uma cerca e fui lá pegar a pá para ela varrer. Quando via alguém a passar, largava a pá e ia distribuir a Flor de Luz. Nisto, vi passar um senhor de idade, de cabelo branco, larguei tudo e fui oferecer uma Flor de Luz para ele e disse: “Por favor!” Ele respondeu: “Não, muito obrigado” e eu disse que não estava a vender, que era oferecida, era uma Flor de Luz para lhe desejar felicidade. O Senhor perguntou: “Quem são vocês?”

Respondi: “Somos da Igreja Messiânica, que está aqui em cima na Rua Gomes Freire, o senhor conhece?”

O senhor afirmou: “Eu sou católico!”

Eu disse: “Não tem problema, nós também somos cristãos, por isso o senhor pode aceitar a nossa Flor de Luz!”

Ele falou: “Mas eu sou Bispo da Igreja Católica!”

Quando ele disse que era Bispo da Igreja Católica, eu pensei, caramba, nunca tinha encontrado um Bispo na vida! (Risos)

Perguntei para confirmar: “O senhor é Bispo?!”

Ele respondeu: “Sou Bispo e militar das Forças Armadas!”.

Ele levantou o dedo para dizer que era militar e quando ele mencionou “Sou militar!”, eu entendi que ele era um mensageiro do Mundo Espiritual. Eu disse então: “O Senhor é Bispo e militar?! Está a ver todos nós aqui a limpar, está a ver aquelas pessoas? Isto é uma Dedicação de Limpeza Espiritual. O senhor Bispo deve saber, até melhor que eu, que aqui foram supliciados onze militares, que eram chefiados pelo General Gomes Freire, que foi um dos maiores Generais da história de Portugal!”.

Ele falou: “Eu sei.”

Eu disse: “Nós estamos aqui a fazer essa purificação espiritual da praça e a distribuir Flores de Luz, para levar Luz para o Mundo Espiritual”.

Ele disse: “Que bonito! Parabéns pelo que vocês estão a fazer. Está a ver aquele prédio? Ali, durante muitos anos, foi a Sede Episcopal, já não é mais mas foi ali durante muitos anos!”

Eu falei: “Foi exatamente ali que nós rezámos!”.

Ele falou: “Parabéns e muito obrigado pela vossa dedicação!”.

Eu falei: “Vá com Deus.”

Ele falou: “Vocês também, fiquem com Deus”.

E foi embora com a Flor de Luz, feliz da vida. Isso foi uma resposta do Mundo Espiritual para todos os messiânicos que, quando nós dedicamos com amor, e Makoto*, como ensina Meishu-Sama, a nossa prece chega ao Mundo Espiritual e este manifesta-se. Não foi por acaso que num cantinho da praça onde não passava ninguém, passou um Bispo e militar, que veio falar comigo, como representante dos senhores. Fiz questão de no dia de hoje, que é o dia dos Antepassados, dividir esta experiência emocionante, porque muitas vezes nós dedicamos e não temos a certeza se eles recebem no Mundo Espiritual as nossas preces, as nossas dedicações, as nossas ofertas, porque nós não vemos. Nós achamos que sim, ouvimos falar que sim, fomos orientados que sim, mas não sabemos porquê, somos ainda muito materialistas, mas quando acontecem factos inexplicáveis como estes, vem a confirmação de que realmente a nossa prece, a nossa dedicação sincera toca a alma dos nossos antepassados e eles agradecem. E não mandaram qualquer um para agradecer, mandaram um Bispo! (Risos) Interessante, não é? (Sim!)

Gostaria de agradecer de coração à Sra. Maria de Fátima Ferreira Andrade Silva e ao Sr. Emílio Gomes Magalhães da Silva, pela emocionante experiência de Fé. Realmente para nós, que acompanhamos esse percurso, foi uma satisfação muito grande ouvir hoje o relato. Mas como todas as experiências tem muito para nos ensinar, ainda mais, quando é uma experiência tão forte, porque sabemos que essa doença, Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), é uma doença muito grave, incurável. A pessoa vai ficando cada vez mais debilitada dos seus movimentos e o final é muito penoso, quer para a pessoa que está a sofrer, quer para a família que tem de dar assistência.

Esta experiência de fé, tem alguns pontos importantes que gostaria de ressaltar:

Quando ela recebeu essa informação, chegou a casa, falou com o marido e de seguida foram diante da Imagem Consagrada de Meishu-Sama comunicar e entregar nas mãos de Deus e Meishu-Sama.

Quando eles foram orientados, praticaram, que é a segunda coisa difícil, porque às vezes nós somos orientados e não conseguimos praticar exatamente como é orientado. E a primeira orientação foi severa: “Agradeçam!!”. É muito difícil ter a coragem de dizer para alguém que está a sofrer de algo grave: “Agradeça!”. Você tem que ter muito amor para dizer isso, porque o espírito da pessoa, por natureza, não vai conseguir agradecer, a nossa tendência humana é materialista. Ao longo de três mil anos de Era das Trevas, só aprendemos a lamuriar e reclamar. Nos afastarmos desse grande paradigma é um grande desafio para o Homem. Porque a nossa primeira reação, em qualquer circunstância negativa, desagradável, é reclamar e Meishu-Sama ensinou o contrário: “O coração agradecido se comunica com Deus e o queixoso se relaciona com Satanás”. Então, quando orientamos “Agradeça!”, queremos dizer: se comunique com Deus. Se não comunicar com Deus não entra Luz e ficamos nas trevas. É difícil, mas tem que fazer, se não fizer não vai entrar Luz. Aí começaram a agradecer e foi todo o percurso que os senhores ouviram. Depois, essa experiência vai ser publicada no nosso Boletim, por favor, leiam e estudem posteriormente.

Após ter seguido a orientação fizeram uma outra coisa muito difícil que é, apesar de estarem a sofrer, começaram a dar assistência a outra pessoa que tinha o mesmo problema. A vizinha, como todas as vizinhas, cuidam dos problemas dos outros. Ficam lá na janela só espiando. Vizinha é assim! Ela não só viu que ele estava mal, como depois viu que melhorou! Olha que olho! (Risos) Isso é um olho clínico, ela fez um diagnóstico e até já sabia que era a mesma doença do cunhado dela e, apesar de antes nunca se terem falado, mesmo assim ela sabia de tudo isso! Estão a subestimar a capacidade dos vizinhos de saberem a vossa vida. Se querem saber a vossa vida perguntem ao vizinho. (Risos) Eles sabem! A vizinha já sabia que estava doente e depois que estava melhor, veio perguntar. “Como é que o senhor está melhor?”

Nem teve vergonha de perguntar! Porque o antepassado a mandou, sabia que o outro descendente, o cunhado, tinha a mesma doença e falou no ouvido da vizinha: “Vai lá perguntar porque é que melhorou?” Porque já sabia que era o Johrei. Estão a pensar que só existem fofoqueiros no Mundo Material?! Também existem fofoqueiros no Mundo Espiritual. (Risos) Não sabiam? Espírito precede a matéria. Só é fofoqueiro bom aquele que encaminha pessoas, não é fofoqueiro que fala mal. Deus usa tudo e todos, até os fofoqueiros, Deus usa o bem e o mal, nunca nos podemos esquecer disso!

No início o senhor veio receber Johrei, mas depois caiu de cama, não conseguia mover-se e eles tiveram que ir prestar assistência a casa dele. Os senhores já imaginaram uma situação dessas? Ela trabalha o dia inteiro, volta do trabalho cansada, pega no marido doente, com dificuldades de locomoção e viajar meia hora de ida, meia hora de regresso, mais o tempo lá para dar assistência, eu realmente tiro o chapéu, parabéns! Não é qualquer um que conseguiria. Qualquer um diria: “Eu estou a sofrer, estou doente, o meu marido não se pode mover, eu já chego cansada do trabalho, tenho que fazer o jantar, tenho que cuidar dele, outro que vá dar assistência aquela família, liga para o Ministro e encontra alguém para ir lá!”. Não é isso o normal? (Sim!) Ela entendeu que era a vontade de Meishu-Sama e que eles tinham que fazer pelos outros o que eles queriam para eles. Entenderam perfeitamente a vontade de Meishu-Sama e foram fazendo, e o que aconteceu? Depois de 6 meses desde o primeiro diagnóstico, (ela trouxe os resultados do primeiro e do segundo diagnóstico para comprovar cientificamente) foi curado. Se mostrar para o médico vai ficar assustado, não vai Dr. João Lima? (Sim!) Tanto que quando ela perguntou para a médica, porque é que o marido já não tinha a doença, ela respondeu que não sabia. Porque a ciência material não explica isso, mas a ciência espiritual explica: quem se dedica a fazer os outros felizes, torna-se feliz. Simples na teoria mas na prática dificílimo! Depois ela diz que: “No passado, por bem menos eu já vacilei, mas desta vez não!” Porque é que não vacilou? Porque estava unida com Deus, agradecendo. Porque é que vacilou no passado? Porque provavelmente, às vezes, estava lamuriando! Um outro fator importante dessa experiencia: é que o Sr. José Manuel dos Vultos Sequeira, três vezes por semana caminhava 1h30 a pé para ir dar assistência para o Sr. Emílio. O Sr. José também podia dizer: “Não tenho dinheiro para os transportes, para me deslocar, não posso dar assistência, no dia que eu tiver dinheiro eu vou”. Mas ele ia a pé, porque não tinha outra condição, vencendo a sua dificuldade ía. Nós que temos carro, todas as vezes que nos pedem assistência, vamos? Não sei! Nós que temos dinheiro para andar de transportes públicos, todas as vezes que nos pedem assistência, vamos? Não sei! Mas ele foi a pé e isso fez dele um grande instrumento de Meishu-Sama para transmitir um Johrei muito forte, porque isso é amor. Essa experiência é muito rica em componentes a começar por eles e pelas pessoas que os circundaram. Peço que por favor, os senhores estudem bem essa experiência e coloquem em prática esses pontos que eles foram percorrendo, porque uma experiência acontece com uma pessoa só, mas serve para todos, é um modelo que tem de ser pragmatizado por todos nós, porque eles são feitos de carne e osso e se eles conseguiram nós também conseguiremos, basta que tenhamos o mesmo esforço e sacrifício deles. Na vida ninguém consegue nada sem sacrifícios! Muitas vezes queremos resolver as coisas sem nos sacrificarmos, sem nos esforçarmos, sem fazermos nada pelos outros, ou egoisticamente.

Essa experiência deles fez-me lembrar uma orientação que o nosso querido Reverendíssimo Tetsuo Watanabe nos deu no Solo Sagrado de Guarapiranga, no mês de Novembro de 2010, onde ele apresentou três pontos importantes para superarmos a purificação:

  1. Procurar não ficar preso no próprio sofrimento e entregá-lo a Meishu-Sama, procurando sementes de bem para agradecer.
  2. Eles fizeram!

  3. Procurar agradecer o sofrimento a qualquer custo, porque esse nos liga a Deus.
  4. Eles fizeram!

  5. Ao invés de eliminar as máculas sofrendo, eliminá-las fazendo as pessoas felizes.
  6. Também fizeram!

Tocaram os 3 pontos e em só 6 meses, tratando-se da gravidade do problema é um espaço curto, um resultado surpreendentemente maravilhoso e milagroso. Isto vem a confirmar o Ensinamento de hoje, que também vai estar no nosso Boletim. No primeiro parágrafo Meishu-Sama diz assim:

“Volto a ventilar o assunto de que o homem foi criado para construir o Mundo Ideal planeado por Deus. E ele só trabalhará com saúde, sem desgraças, em ambiente satisfatório, se conseguir identificar-se com este objetivo Divino.”

O homem só vai ter saúde se se conseguir identificar com o objetivo Divino. Qual é o objetivo Divino? Fazer os outros felizes!

Estava sem saúde, compreendeu que Deus queria que ele cuidasse de outro doente com a mesma doença e com todas as dificuldades se identificou com o objetivo de Deus, ganhou a saúde.

Outro ponto, no final do Ensinamento, Meishu-Sama disse:

“Concluímos que, se os bons acontecimentos são apreciáveis, os maus também nos trazem benefícios, pois são purificadores, e que haverá verdadeira paz sempre que soubermos agradecer, tanto na saúde como na enfermidade. Mas isto se limita aos que têm fé. Com os descrentes ocorre o contrário: o sofrimento gera sofrimento, a ansiedade piora a situação, e tudo caminha para o abismo. O segredo da felicidade humana consiste em aceitar essa verdade.”

É exatamente o caso!

Para finalizar, eu gostaria de contar uma história, que foi a primeira história que ouvi no Japão quando lá cheguei em 1979 e tem muito a ver com essa situação. O título da história é: “O fio da aranha”.

“Numa bela manhã, Buda passeava no Paraíso, por entre a beleza das flores, à margem do Lago dos Lótus. Por baixo das suas águas cristalinas, ficavam as profundezas do inferno, onde se movia uma multidão de danados. Espreitando, avistou um homem que se debatia mais furiosamente do que os outros. Buda reconheceu-o: era Kandata, um grande ladrão e assassino que ocupara os seus dias a pilhar, incendiar, assassinar e violar desavergonhadamente. Mas Kandata, uma única vez na vida, tinha sido capaz, como Buda recordou na altura, de um ato louvável: poupar a vida a uma minúscula aranha por respeito àquele pequeno animal. Sentira por ela um rasgo de compaixão.

Buda, saboreou aquela lembrança com infinita felicidade. “Talvez seja possível redimir Kandata”, disse para si mesmo. Decidiu, então, dar-lhe uma oportunidade para que pudesse sair do inferno. Pegando delicadamente na teia prateada de uma aranha do Paraíso, encaminhou-a para as profundezas do lago, em direção a Kandata. Avidamente este alcançou o fio e começou a subir com todas as suas forças, tentando livrar-se das torturas e das trevas. Mas a subida não se previa tarefa fácil, nem mesmo para um ladrão ágil como Kandata, pois uma considerável distância separa o inferno do Paraíso.

Assim, mesmo não querendo, Kandata viu-se forçado a parar para recuperar as forças. “Mais um esforço e estou salvo”, disse para si mesmo com imensa alegria. Foi então que, olhando para baixo para se certificar que já estava bem longe do inferno, viu horrorizado que eram muitos os condenados que, loucos de esperança, o seguiam. “Isso é que não!” pensou Kandata. A teia era demasiado fina para suportar apenas o seu próprio peso, quanto mais o daquela multidão. Ia com certeza partir-se e o seu imenso esforço seria em vão. Assim, Kandata tremendo de medo e de raiva pôs-se a gritar: “Ouçam lá seus pecadores! Esta teia é só minha. Quem é que vos disse que podiam subir? Desçam já! Já!!!”. Mal tinha acabado de proferir estas palavras e o fio, ao simples sopro dos seus gritos, quebrou-se mesmo onde Kandata o segurava. Antes que pudesse dizer mais alguma coisa, já caía no vazio, mergulhando de cabeça nas mais escuras trevas do inferno, perdendo-se para sempre.

Na margem do lago, assistindo a essa cena, Buda pensou melancólico: “Como os Homens são estranhos! Por que razão Kandata quis salvar-se sozinho?”. Meditando, retomou o seu passeio entre as flores de beleza e perfume perfeitos.”

Este é um ensinamento muito bonito, que nos exemplifica que ninguém vai para o Paraíso sozinho. Quando é colocado na nossa frente um “fio da salvação”, é para nós chamarmos outros para subirem connosco. Se quisermos o “fio” só para nós, ele vai rebentar. Termo-nos tornado membros, recebido o Ohikari, termos conhecido Meishu-Sama, o Johrei e os Ensinamentos, o que foi? Um “fio da salvação” que colocaram na nossa frente, não vamos usá-lo só para nós, vamos trazer muitas pessoas para subirem connosco para o Paraíso naquele “fio”, ele pode parecer fino mas ele é Divino e quantas mais pessoas se agarrarem nele, mais forte ele vai ficar. Quanto mais egoísta e mais uso pessoal fizermos dele, mais frágil se tornará e mais facilmente vai rebentar.

Com estas palavras, gostaria de agradecer a presença de todos, do fundo do coração e que possamos dar continuidade aos nossos pioneiros, que nos precederam nesta maravilhosa Obra Divina e que hoje estavam presentes no nosso Culto e nos nossos corações. Que possamos levar a Luz de Deus e Meishu-Sama ao maior número de pessoas, porque, como já vimos, o Mundo Espiritual está a atuar através de nós e das nossas sinceras dedicações.

Um bom dia a todos e muito obrigado!

*Makoto: Sinceridade, fé, amor, lealdade, honestidade, fidelidade, cordialidade, verdade, devoção, correção, constância, e altruísmo.