Culto do Paraíso Terrestre – Sede Central – Junho 2018

PALESTRA DO PRESIDENTE DA IGREJA MESSIÂNICA MUNDIAL DE PORTUGAL

REV. CARLOS EDUARDO LUCIOW – Junho 2018

Bom dia a todos!

(Bom dia!)

Como os senhores estão a passar? Estão todos bem?

(Graças a Deus e ao Messias Meishu-Sama!)

Graças a Deus e ao Messias Meishu-Sama!

Gostaria de iniciar minhas palavras, agradecendo do fundo do coração, a vossa sincera dedicação que nos permite expandir cada vez mais a Obra Divina de Salvação de Deus e Meishu-Sama aqui em Portugal. Muito obrigado!

Quem está a vir hoje pela primeira vez pode levantar a mão?

É uma honra estar a recebê-los e esperamos que essa seja a primeira de muitas outras visitas! Muito obrigado! (Palmas)

Do dia 29 de maio ao dia 6 de junho, visitei as seguintes unidades religiosas: Lixa, Vila Real, Amarante, Riddes na Suíça, Braga e Vila Nova de Gaia.

Realizámos Cultos Mensais, Outorgas, Dai Johrei Kai, Entronizações, visitas a casas de membros pioneiros, assistências religiosas a membros em purificação em casa, hospitais e lares de idosos, Hanna Kai, visitas e oração nas Igrejas e padroeiros de cada cidade. Fizemos também oração em cemitérios, nas campas dos membros pioneiros. No total, encontrei com 82 membros, 20 frequentadores, 5 pessoas de primeira vez e 5 pessoas receberam o Ohikari.

Eu gostaria de agradecer todo o carinho, o amor com que eu fui recebido em cada local, como sempre. Engordei alguns quilos porque em cada local tem bolinho, tem comidinha gostosa! (Risos). Mas graças a Deus, encontrei muitos locais animados, entusiasmados, com muitos frequentadores e muitas graças recebidas.

Teve lugares, que não foi preciso sequer falar, porque era só ouvir graças e milagres das pessoas presentes. Fiquei muito feliz de ter ouvido e também aprendi coisas. Teve um lugar, na Lixa, que uma senhora me disse assim:

“Reverendo, posso fazer uma pergunta?”
“Pode”!
“A gente, é justo pagar por algo que não fez?”
Respondi: “Não, é lógico que não! Porquê?”
“Ah, graças a Deus! Porque eu não fiz aquela lista com cem coisas para mudar!” (Risos) Olha a malandragem… Primeiro perguntou se era justo pagar pelo que não fez. Quando eu falei que não, ela confessou que não tinha feito a lista… Já não pude fazer mais nada. Eu fui na Lixa e fiquei “lixado”. (Risos)

Mas é um carinho muito grande. São reuniões muito alegres, muito divertidas. Os frequentadores iam embora muito animados, com vontade de voltar. Isso é muito importante no ambiente messiânico. Meishu-Sama nos ensinou: “O sorriso é a flor do paraíso”.

Num ambiente alegre e feliz, todas as pessoas têm vontade de voltar, não é assim? (Sim) Em todos esses locais Meishu-Sama esteve presente, sorrindo junto connosco. Meishu-Sama gostava de rir muito, até às lágrimas, de tanta emoção, de tanta alegria. E esses ambientes alegres são importantes nas nossas Igrejas.

Estamos a receber hoje membros do Algarve, Margem Sul, Lisboa, Amadora e Sintra, Ribatejo, Vila Real, Amarante, Braga, Porto, Gaia e logicamente Aveiro e Coimbra. Do exterior, temos membros da Espanha, Angola, Moçambique e Brasil. Sejam todos muito bem-vindos! (Palmas)

Do Brasil, estamos a receber uma visita muito importante, da Professora Vera Lucia Barreiros Barbieri, a quem eu peço que levante e receba a nossa calorosa salva de palmas! (Palmas)

A professora Vera, é viúva do nosso saudoso Reverendo Júlio Barbieri Júnior, que foi o primeiro seminarista brasileiro da Igreja do Brasil (Palmas). Ela toda a vida dedicou ao lado dele. A quem nós chamamos carinhosamente de Professora Verinha, que eu conheço desde dezembro de 1977. Lembro quando a senhora me recebeu na sua casa, quando fui fazer o pré-seminário no Rio de Janeiro. Muito obrigado! Seja sempre muito bem-vinda na nossa Igreja e voltando ao Brasil leve o nosso beijo para todos os brasileiros. Muito obrigado! (Palmas)

Com o objetivo de transformar a Sede Central num local prazeroso, onde vir dedicar e poder estar confortavelmente, nesse fim-de-semana foram inaugurados os alojamentos! Já foram visitar? (Não) Por favor, não deixem de visitar. Fizemos uma obra, modéstia à parte, muito bem feita. Tem quatro alojamentos com capacidade para 24 pessoas. Cada quarto com a sua casa de banho privativa, ar condicionado, colchões ortopédicos, e outras comodidades.

Isso é uma satisfação muito grande, poder entregar aos senhores, o fruto da vossa dedicação, para que possam vir à Sede Central, especialmente para quem mora mais longe, vir com antecedência, um dia, dois, três dias descansar, dedicar, poder ir na horta, dedicar na terra, receber aula de Ikebana, depois ministrar e receber Johrei, ler Ensinamentos, etc…

A Sede Central, tem de se transformar num local onde a pessoa, com a sua alma cansada, desanimada, triste, com peso dos problemas da vida, fique aqui “de molho” na Luz. Porque é que eu digo “de molho”? Porque tem mácula que sai facilmente. É como a sujeira da casa: tem mancha na toalha, que passa um pouquinho de água e já tira logo. Tem mancha que tem quese deixar “de molho” de um dia para o outro, não é assim? (Sim) Cada dona de casa tem o seu segredo. O nosso segredo aqui é a Luz. A gente coloca “de molho” na Luz. Aquelas máculas pesadas, milenares, que estão ali no espírito entranhadas, vão amolecendo, dissolvendo e a pessoa vai se libertando dessas máculas, recebendo Luz.

Esse é que é o objetivo, transformar a nossa Sede Central num “mini Solo Sagrado”, onde as pessoas vêm, dormem, dedicam, leem Ensinamento, praticam e regressam para os seus locais rejuvenescidas espiritual e materialmente. No final do Culto, por favor, não deixem de visitar as novas instalações. E já a partir do próximo mês, já comecem a se inscrever com os vossos Ministros.

Já estamos na metade do ano! É assustador a velocidade com que o tempo passa e parece que passa cada vez mais rápido, não é assim? (Sim)

Às vezes dá-me a impressão que Deus está com pressa. Está a voar a uma velocidade assustadora. Essa velocidade com que o tempo passa, aumenta a responsabilidade com que nós devemos usar esse factor primordial da nossa vida, que é o tempo. Não podemos mais ficar parados pensando no que fazer. Cada minuto, cada hora, cada dia é fundamental. Essa velocidade com que o tempo passa, é um factor de alerta para nós, para a correta otimização da utilização do factor tempo.

Meishu-Sama, inclusive nesse aspeto, era exemplar. Cada minuto do Seu dia, era minuciosamente programado: da hora em que Ele levantava cedo, até à hora da madrugada quando Ele ia dormir. E uma das coisas que O deixava muito bravo, é quando alguém O fazia perder tempo. Poucas coisas tiravam Ele do sério, mas quando alguém atrapalhava a dedicação Dele, com coisas desnecessárias, ficava realmente bravo… Essa mesma atenção nós temos que ter.

Temos que fazer um balanço: “Como foi a minha primeira metade do ano? Foi produtiva, foi improdutiva? Passei mais tempo a dedicar ou de braços cruzados? Quantos Johrei eu consegui ministrar, quantos consegui receber? Quantas horas consegui dedicar por semana? Quantas pessoas eu encaminhei para a Igreja? Quantas pessoas, graças ao meu encaminhamento, receberam o Ohikari e hoje estão felizes e a dedicar? Quantas pessoas estavam acamadas nos hospitais e graças à assistência religiosa que eu prestei, hoje estão felizes, contentes, saudáveis e úteis a Deus porque recuperaram a saúde?”

São todas perguntas que devemos fazer. Não para nos sentirmos em culpa do que não fizemos no primeiro semestre. Essa culpa não vai resolver nada, porque o tempo já passou. É somente para termos consciência do que vamos fazer na segunda metade do ano. Porque se nós continuarmos a viver a segunda metade do ano da mesma forma como vivemos a primeira, será que vamos chegar no final do ano contentes? Não! Não perdemos só um semestre, perderemos um ano inteiro!

Com essas perguntas, a primeira coisa que nós temos de pensar é: “Como foram os meus pensamentos, sentimentos e ações no primeiro semestre?” Tudo nasce do Sonen. Se os meus pensamentos e os sentimentos foram positivos, otimistas, provavelmente as minhas ações também o foram. Se os meus pensamentos e os sentimentos foram negativos, pessimistas, de crítica, de lamento, provavelmente, as ações também seguiram os pensamentos e os sentimentos.

Não existe nada mais frágil no Homem do que os pensamentos e os sentimestos. São eles que depois vão determinar as nossas ações e as ações vão determinar o nosso destino. Por isso, a primeira coisa que temos que controlar, é o pensamento e o coração. Se deixar livre, vai pensar bobagem e vai sentir coisa ruim. E quando menos espera, está a fazer coscuvilhices.

O importante é cada um analisar a si mesmo; não adianta querer analisar com os outros, mesmo porque se quiser analisar com os outros vai dar uma briga danada, não vai? (Sim)

Hoje, é um dia importante para o calendário messiânico, que é o dia comemorativo do Paraíso Terrestre. Foi esse dia instaurado por Meishu-Sama, na inauguração do Solo Sagrado de Hakone em 1953 e a partir de lá, todos os anos, fazemos essa cerimônia.

É uma cerimônia importante, porquê? Por que é o dia que nós temos que confirmar com Meishu-Sama a nossa missão! Nós recebemos o Ohikari, com qual objetivo? Os senhores lembram o dia em que receberam o Ohikari? Lembram o que sentiram, o desejo que tiveram naquele dia? Todos nós no lembramos, não é? (Sim) “Eu quero salvar muitas pessoas. Eu quero através do Johrei ajudar muitas pessoas que sofrem.” Não era assim o nosso sentimento? (Sim)

Se desejamos um dia receber o Ohikari é porque desejamos receber a permissão de Deus de transmitir a Sua Luz para fazer os outros felizes. O dia do Paraíso Terrestre, é o dia de confirmar esse objetivo dentro dos nossos corações!

Por que a vida do dia a dia, os problemas, as dificuldades, as coisas que acontecem na sociedade, na família, até mesmo as coisas que acontecem dentro da própria Igreja tendem a fazer o quê? A nos tirar fora deste foco, a disturbar o foco principal da Fé.

Quando nós perdemos o foco das práticas básicas da Fé, é como uma casa que perde a base, ela desmorona, pois ela se apoia em cima de alicerces. Quanto mais sólidos esses alicerces, mais essa casa se aguenta em pé. Quando esses alicerces por qualquer motivo, de infiltração ou porque foram malfeitas, roem, começa a ter rachaduras e depois, um dia, mais cedo ou mais tarde, desmorona. Pode até cair na cabeça dos moradores e matar alguém. A Fé é a mesma coisa!

Quais são as bases da Fé? Johrei, Dedicação, Culto, Leitura e Prática dos Ensinamentos. Tudo o que acontece no dia a dia vem para desfocar isso. Na hora de dar Johrei, o que é que vem? Preguiça. Na hora de sair para dar uma assistência religiosa? Começa a chover, dói o calo, o carro enguiça… (Risos) Vai dedicar na Igreja “Lá está aquela chata, não quero saber daquilo”. (Risos) Começa um monte de problemas, entra o WhatsApp, o Facebook, e vira um inferno! (Risos).

Isso é trabalho de tirar do foco de quê? Da salvação! Por isso a nossa força interior de não perder o foco é o compromisso com a nossa própria salvação, mais nada! Ninguém pode fazer isso por nós. Porque é uma coisa que está aonde? Dentro de nós! Quem já perdeu o foco sabe do que eu estou a falar, mas como não é o caso dos senhores aqui…(Risos) Mas alguém que já perdeu, sabe disso.

No Ensinamento de Meishu-Sama lido hoje, Ele diz qual a principal causa da expansão da Obra Divina. Quando se diz uma coisa principal, quer dizer que é a mais importante. Ele começa a contar as construções do Solo Sagrado de Hakone, depois de Atami, os vários locais que foram construídos e depois lá pela metade diz assim: “E qual será a causa desse progresso?”.

Não podemos esquecer que esse progresso aconteceu no período de pós-guerra do Japão, em que estava totalmente destruído. Com carência de matéria prima de todos os tipos (combustível, ferro, transporte, tudo!). Essa obra que nós vemos aqui nessas fotografias (apontando para as fotos dos Solos Sagrados que existem na nave), são obras que, para fazer nos dias de hoje já seria um trabalho excecional! Fazê-los no pós-guerra, sem recursos, sem alimentação, sem matéria prima… Só Deus mesmo! Homem nenhum, conseguiria, naquelas condições, fazer aquilo!

Categoricamente Meishu-Sama afirma neste Ensinamento:

“É o Johrei, peculiaridade da nossa Igreja, e nos milagres que têm ocorrido em grande número. Pessoas com doenças graves, desenganadas pelos médicos, que já se preparavam para a morte, repentinamente começam a se restabelecer, tornam-se saudáveis e são agraciadas com vida nova, de modo que a sua gratidão e emoção são incalculáveis.
Não conseguindo deixar de retribuir essas graças, primeiramente elas passam a oferecer agradecimento monetário. Desse modo, é possível fazer várias construções seguidamente.
Em suma, ela expande-se seguindo a ordem: grandes benefícios materiais, milagres e desenvolvimento. Entretanto, o que referi acima, são factos que se limitam ao Japão. Posteriormente, a difusão deverá estender-se aos Estados Unidos e demais países; portanto, o vigor desse progresso certamente será inimaginável.
Como prevemos, nossa Igreja se tornará uma grande Igreja de âmbito mundial e acredito que o dia da salvação da humanidade não está tão distante. Quando penso nisso, sinto uma grande emoção.”

O que Meishu-Sama aqui vaticinou, realizou-se, porque hoje a Igreja está presente em muitos países do mundo, onde muitíssimas pessoas estão recebendo graças e milagres. Tenho certeza que essa emoção que Meishu-Sama sentiu no dia 30 de setembro de 1953, Ele hoje, aqui, está emocionado também! Vendo esta Sede Central, comprada e sendo reformada pelo amor dos senhores, de todos nós. Vendo esses milagres maravilhosos que estão acontecendo, como o que foi lido hoje por exemplo, estão propiciando essa construção e essa reforma! (Palmas)

Essa emoção de Meishu-Sama não parou ali. Sempre que Ele vê pessoas recebendo graças, que materializam a sua gratidão, que depois se transformam em construções de locais que vão fazer as pessoas felizes, Ele fica radiante porque é a concretização do Seu estado de espírito de querer construir o Paraíso sobre a Terra. Essa emoção de Meishu-Sama, está-se perpetuando através do nosso sentimento, da nossa missão para com Ele, portanto Ele está vivo na nossa emoção e no nosso amor pela Obra Divina!

Cada coisa boa que fazemos, cada pedrinha que é colocada na reforma da Sede Central, cada vez que colocamos as nossas mãos a trabalhar para fazer alguém feliz, Ele se emociona porque sabe que isso vai ser a nossa salvação! Esse é que é o significado das práticas básicas da Fé. O resultado final, que é a salvação!

Hoje, ouvimos essa experiência de Fé da senhora Helena Mariana Fernandes Rolim Salgado de apenas 21 anos, com um problema seríssimo na coluna, já tinha feito ressonância magnética que tinha diagnosticado lesão das vértebras, disco irremediavelmente danificado, com uma operação caríssima, no valor de 17 500€, com risco de ficar paraplégica, enfim…

Conseguimos imaginar um sofrimento tão grande como este? Basta colocar-nos no lugar dela…. Como é que nos sentiríamos? No fundo do inferno, não é verdade? (Sim) Com dores horríveis e o que faz? Vai falar com o marido, que é membro. “Vou falar com o meu marido, sinto que ele sabe o que hei-de fazer”; aqui aconteceu o primeiro milagre: Uma mulher que vai falar com o marido acreditando que ele sabe o que ela há-de fazer… (Risos) Verdade! Dentro do milagre aconteceram vários milagres!… Eu conheci-o, apertei-lhe a mão e dei-lhe os parabéns! Admirável, grande missionário!

E ele o que disse? Você está fora da ordem espiritual, está a pôr a matéria à frente do espírito! Tem que receber Johrei intensivo, duas horas seguidas todos os dias, ir à Igreja pelo menos uma vez por semana para receber Johrei, fazer a oração, cultuar Antepassados, dedicar e fazer gratidão! Falou melhor que muitos Ministros… (Risos)

Porque você para dar uma orientação assim, tão severa, para alguém, tem que ter muito amor e paralelamente dar muito suporte para que ela consiga praticar; porque dar uma orientação assim severa, depois vira as costas e abandona a pessoa, não pode!

Orientar bonito, todo o mundo consegue, mas dar o apoio é fundamental. Eu estive em casa deles, conversei com ele, além dessas duas horas que ela recebia diariamente, ele durante a noite passava algumas horas da madrugada a transmitir-lhe Johrei também.

Ela fez tudo isso e apesar de morar a 85km de distância. Quando chegava aqui, o Ministro e os membros recebiam-na com amor, davam-lhe esperança. Porque isso também é muito importante, o ambiente que a pessoa encontra na Igreja, o ambiente acolhedor, porque a pessoa vem perdida, desanimada, como ela falou…

Dessa forma, em apenas dois meses, desapareceram as dores! Ela foi repetir os exames e para surpresa de todos, as vértebras partidas tinham-se regenerado, tinha-se recomposto a fratura e não era mais preciso operar! Isso é um milagre inimaginável! (Palmas)

Estive em casa deles visitando a família e comunicaram-me o desejo de receber o Altar do lar. Nessa oportunidade, disse-lhes que esse Altar não era só para eles, mas para transformar a casa num Núcleo de Johrei e poder salvar todas as pessoas da Batalha e arredores!

Essa graça que a pessoa recebe não é só dela, é para usar isso como elemento de difusão… Quando alguém lhe perguntar o que é o Johrei, ela vai poder dizer que foi o que lhe curou as costas, vai poder mostrar a ressonância e mostrar como estava antes e como ficou depois. As pessoas vão pensar que então funciona e também querem.

As graças e os milagres não são só nossos, são um exemplo para o mundo, da força da atuação da salvação de Deus e Meishu-Sama; mas ela não recebeu a graça de braços cruzados, recebendo quinze minutinhos de Johrei de vez em quando; ela fez um esforço muito grande, porque quando começou a fazer esse esforço, ainda estava com dores e fazer tudo isso com dores, não é fácil; mas ela fez!

Para finalizar as minhas palavras, gostaria de contar uma história, que eu acho muito significativa para o dia de hoje; ela foi escrita em 1918, que talvez alguns dos senhores já conheçam, mas acho muito ilustrativa para esta ocasião. O autor, chama-se Ryūnosuke Akutagawa (1892-1927) que viveu no Japão durante o período Taishō. Ele é considerado o “Pai do conto japonês” e é famoso pelo seu estilo. Suas histórias são ricas em detalhes que exploram o lado obscuro da natureza humana.

Este conto, chama-se “Kumo no ito” – “O fio da aranha”.

“Certo dia, Buda Shakyamuni caminhava à beira do Lago de Lótus da Terra da Suprema Alegria. As flores de lótus floresciam no lago como globos branquíssimos, de cujos estames dourados emanavam um perfume indescritível que se espalhava ininterruptamente.
Buda parou na beira do lago, e entre as folhas que cobriam o espelho d’água, voltou os olhos para o que ocorria no fundo.
Exatamente embaixo do Lago de Lótus da Terra da Suprema Alegria, ficava o fundo do Inferno. Olhando-se através da água que mais parecia cristal, enxerga-se perfeitamente, como se espiando por uma lente, as paisagens do Rio Sanzu e as Montanhas de Agulhas.
Assim, do fundo do Inferno, o Buda percebeu a figura de um homem, de nome Kandata, contorcendo-se junto aos demais condenados.
Ele tinha sido um grande ladrão que assassinou pessoas, ateou fogo em casas, provocando incontáveis malefícios. Mesmo assim, ele tinha a lembrança de ter praticado um único acto benevolente; caminhando dentro de uma mata, viu uma pequena aranha atravessando a beira do caminho. Kandata, logo ergueu o pé com a intenção de pisoteá-la. Mas de repente repensou: “Não, não. Esta aranha, mesmo pequena, é algo que tem vida. Tirar essa vida desnecessariamente, é de dar dó.” E assim, acabou por salvar a aranha, deixando de matá-la. Foi esse o seu único acto de bondade na vida.
Buda, enquanto observava o que ocorria no Inferno, recordou-se desse facto e pensou que poderia recompensá-lo por este único acto bom, se possível, salvando-o do Inferno.
Viu por perto, sob uma folha de lótus, uma aranha fiando um lindo fio prateado. Buda, pegando levemente o fio da aranha, desceu-o, por entre as flores de lótus, até o fundo do Inferno que era o Lago de Sangue, onde Kandata afundava e voltava à superfície, junto com os demais condenados.
Não importava o que fizesse, para que lado olhasse, tudo era escuridão. Quando se pensava que parecia surgir algo boiando, de vez em quando, tenuamente em meio ao breu, na verdade eram as assustadoras pontas das agulhas das Montanhas de Agulhas que brilhavam.
Essa sensação de desamparo e desolação era indescritível. Ainda por cima, os arredores aquietavam-se num silêncio sepulcral, e se às vezes podia-se ouvir alguma coisa, era apenas o vago suspiro de algum condenado. Isso porque, aqueles que chegam ao ponto de cair ali, são pessoas que já estão exauridas, nos limites das forças pelas tantas torturas sofridas no Inferno. É como se já não tivessem sequer mais forças para chorar. Assim, mesmo o grande criminoso Kandata, sufocado no sangue, apenas se debatia em fúria como se estivesse morrendo.
Porém, Kandata ergueu a cabeça para olhar o céu, quando em meio às trevas, vindo do tão longínquo mundo celestial, percebeu um frágil fio prateado de aranha que veio descendo em sua direção. Ao ver o fio, bateu palmas de alegria. Decidiu se agarrar naquele fio para escalar por ele e escapar do Inferno.
Assim pensando, Kandata agarrou fortemente o fio da aranha com as duas mãos e começou a escalar com todas as suas forças. Como ele fora um grande ladrão, estava acostumado a esse tipo de atividade.
Mas como a distância entre o Inferno e a Terra da Suprema Alegria distava em zilhões de quilômetros, por mais que se afobasse, não era nada fácil chegar ao topo.
Quando já subia há algum tempo, Kandata acabou por fatigar-se tanto, a ponto de não conseguir mais escalar. Assim sendo, não houve outra forma senão parar para descansar um pouco e ficou pendurado no meio do fio da aranha, quando olhou para baixo, para ver a distância já percorrida.
Foi quando percebeu que lá em baixo, no início do fio da aranha, agarravam-se um sem número de condenados, seguindo-o. Mais parecia uma fila de formigas, escalando incansavelmente.
Kandata, vendo isso, assustado e com medo, limitou-se um bom tempo a ficar parado com a boca aberta feito um tolo, apenas movendo os olhos de um lado para o outro. Como que um fio frágil de aranha que mal aguentava seu peso, poderia resistir ao peso de um número tão grande de condenados?
Se o fio arrebentasse agora no meio do caminho, mesmo ele que se esforçou tanto, mesmo sendo o único, segundo ele, com direito a este fio, teria caído de volta ao Inferno. Que terrível, se isso ocontecesse!
Enquanto isso, já não eram centenas, mas milhares de condenados que escalavam avidamente o frágil e brilhante fio da aranha.
Se não fizesse nada agora, o fio se partiria e ele despencaria irremediavelmente.
Nesse momento Kandata berrou: “Seus malditos condenados! Esse fio de aranha me pertence! Desçam já!”
Quando assim urrou, nesse instante, o fio da aranha até então impassível, de repente, no ponto onde Kandata estava dependurado, partiu-se.
Assim Kandata não teve como se sustentar. Num instante caiu, despencando direto nas profundezas da escuridão.
Buda, em pé diante do Lago, observou tudo com muita atenção do início ao fim. Visto pelos olhos do Buda, a falta de compaixão de Kandata, que quis sair sozinho do Inferno, fez com que ele caísse novamente, recebendo um castigo proporcional ao seu coração.
Apesar de tudo isso, o Lago de Lótus sequer se importou com o facto ocorrido. As flores brancas embalavam seus cálices ao redor dos pés do Buda e dos estames dourados do centro das flores, emanava um perfume indescritível que se espalhava ininterruptamente.”

Esta história, eu acho muito significativa no dia de hoje, porque esse fio prateado, é o fio que Meishu-Sama pendurou na nossa frente no dia da nossa outorga; só que não é um fio para subirmos sozinhos, é um fio para puxarmos o maior número de pessoas para subirem connosco, porque quanto mais gente sobe, mais forte fica o fio; os fios divinos são assim… Se pelo contrário, ele tivesse gritado: “Venham, subam todos, vamos aproveitar este fio, quero dividi-lo com vocês, eu ajudo-os a subir comigo”, todos se teriam salvo.

Difusão messiânica é a mesma coisa, é subirmos puxando o maior número de pessoas connosco. E o meu desejo é que esta Sede Central se transforme numa Sede Central de Luz e que distribua muitos fios de salvação, a todos os Johrei Centres, Núcleos de Johrei e que eles distribuam ao maior número de pessoas, porque só assim todos chegaremos juntos ao Paraíso!

Agradeço a todos por terem vindo hoje e uma boa continuação do mês de junho.

Muito obrigado!

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