Culto Anual pelos Antepassados – Sede Central – 2019

PALESTRA DO PRESIDENTE DA IGREJA MESSIÂNICA MUNDIAL DE PORTUGAL

REV. CARLOS EDUARDO LUCIOW – NOVEMBRO 2019

Boa tarde a todos!

(Boa tarde!)

Como os senhores estão a passar? Estão todos bem?

(Graças a Deus e ao Messias Meishu-Sama!)

Graças a Deus e ao Messias Meishu-Sama!

Os meus parabéns a todos por este maravilhoso Culto Anual pelos Antepassados! É a data mais esperada por eles no Mundo Espiritual e também por nós, porque sabemos que todos eles vêm nos encontrar!

Emocionei-me muito na hora da oração, da pausa silenciosa, pensando não só nos nossos Antepassados, como também em todos os membros pioneiros e ministros que já partiram para o Mundo Espiritual e que graças ao esforço deles, nós herdamos esta Fé maravilhosa e a nossa Igreja.

É uma grande permissão a nossa de poder participar da Construção de uma Obra eterna, pois só quando participamos, nos esforçando para construir uma Obra imortal, o nosso espírito também se torna imortal. Quem participa e só constrói coisas efémeras, terrenas e passageiras, com o seu fim, a sua memória também se extingue. Essa permissão que nós temos, de entrar para a história espiritual da nossa Igreja e eternamente receber a gratidão de todos os nossos descendentes, é algo de valor inestimável.

Quem está a vir aqui hoje pela primeira vez, pode levantar a mão? Tem bastante gente! Sejam bem-vindos! (Palmas)

Pela primeira vez, estamos a realizar três Cultos Anuais para os Antepassados, devido a uma grande afluência de pessoas. No total dos três Cultos, estiveram presentes mais de 380 pessoas! (Palmas) Estavam a perguntar-me, será que no próximo ano, vamos ter que fazer quatro Cultos, porque vai ter mais gente ainda, ou será que já vamos ter a nave nova com o Altar dos Antepassados e vamos fazer um único Culto, o que os senhores acham?

(Um único Culto com a nave nova!)

Um único Culto com a nave nova? (Sim)

Um único com a nave nova??? (Sim!!!)

Ah, agora eu acredito!!! (Palmas)

Muito obrigado D. Leonor Mesquita, que compartilhou o seu sentimento connosco, que acredito e tenho certeza, é um sentimento de muitas pessoas de reformarmos a nossa Sede Central e termos o Altar com o nível de Meishu-Sama e com o Altar dos Antepassados. Assentamento esse, diga-se de passagem, que mais cedo ou mais tarde, também será a nossa residência, mas que seja o mais tarde possível, pelo amor de Deus! (Risos) Porém, quando for, teremos também um lugar para sermos assentados e dignamente sufragados pelos nossos descendentes.

Estamos recebendo, nos três Cultos, membros de todas as Unidades Religiosas de Portugal e do exterior, vindos de: Espanha, Itália, Angola, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Brasil. Sejam todos bem-vindos! (Palmas)

O nosso coro está cada vez mais bonito, não acham? (Sim) Ontem teve até violino e hoje guitarra, foi maravilhoso!

Têm se esforçado cada vez mais para proporcionar a todos nós momentos como este! Muitos parabéns ao coro! (Palmas)

No mês passado, do dia 24 ao 28, estive em Espanha, onde pude encontrar praticamente todos os membros de Barcelona e Madrid. Visitei os Núcleos de Johrei e oficiei os Cultos Mensais de Gratidão. Foi uma ocasião maravilhosa, onde pudemos estudar os Ensinamentos de Meishu-Sama e o testemunho de Fé da D. Leonor Mesquita. Quando fui visitar o Núcleo de Johrei de missionários que estão em Madrid há muitos anos, perguntei:

– Como estão, tudo bem? Como é que foi o Culto ontem?
– Ah, foi muito bom!
– Mas, bom em que sentido?
– Porque junto com a minha mulher, já fizemos a lista de quem vamos convidar para tomar café aqui em casa! (Risos)

Eu falei: “Ah, então já valeu a pena!” As pessoas nunca virão se você ficar esperando, sem que as pessoas saibam que você faz Johrei, sem você chamar, sem criar uma desculpa, um café… Quem não gosta de café toma chá, quem não gosta de chá toma água… (Risos) Uma desculpa qualquer para começar a conversar e poder oferecer Johrei.

Também em Madrid, entronizamos a Imagem da Luz Divina, numa casa que já tinha a Imagem Consagrada de Meishu-Sama, no lar de um membro que mora na praça “Puerta del Sol”, que é mesmo o centro de Madrid, da Espanha, onde está o Km zero! É a partir daí, que se medem todas as distâncias da Espanha. Achei isto muito significativo!

Há dois anos atrás, quando comemorámos os 40 anos da difusão da nossa Igreja em Portugal, lançámos o primeiro livro “Alicerce do Paraíso vol. I” em português de Portugal. No ano passado, lançamos o segundo livro e este ano também, com a permissão de Deus e Meishu-Sama e com a dedicação de muitas pessoas que incansavelmente se esforçaram para a tradução, revisão gramatical e conceitual; porque não é só passar do português do Brasil para o português de Portugal, paralelamente foi feito também um estudo de verificação conceitual do Ensinamento em base ao original em japonês. Portanto cada palavra, cada expressão de cada Ensinamento está 100% fiel ao original em japonês.

Este ano, com a permissão de Deus e Meishu-Sama e dos nossos Antepassados, estamos tendo a alegria e satisfação de vos entregar o terceiro livro do “Alicerce do Paraíso vol. III” em português de Portugal! (Palmas)

Muitos parabéns a todos que dedicaram com muito amor e esforço na revisão deste livro. Prometo que no ano que vem, vamos ter o quarto livro! (Palmas)

Parabéns a todos também pela preparação que fizeram este último mês para este importante Culto, quer seja nas Unidades Religiosas, como aqui na Sede Central, onde muitos ministros e membros vieram dedicar. A nave, não sei se viram, o pavimento está impecável, você pode até se pentear olhando para o chão, que está tão lustroso que parece um espelho! (Risos) Também na horta, escavaram bastante, colocaram matéria orgânica, etc. Sei que muita gente foi embora com calos nas mãos, mas esses calos com certeza, vão se transformar em Luz para o espírito. Quando você cria calo para servir a Deus, é porque você se esforçou! (Palmas)

Esses testemunhos de Fé, têm despertado muitas pessoas para quererem vir dedicar na Sede Central. Teve um caso de um membro que tinha um familiar que estava afastado da Igreja há anos, veio dedicar aqui, e quando chegou em casa, aquele familiar, que nem sabia que ele tinha vindo dedicar na Sede Central, disse-lhe: “Olha, eu estou com o meu Ohikari guardado há muito tempo e, nem sei o porquê, não sentia vontade de ir à Igreja, mas hoje senti vontade de reconsagrar o meu Ohikari.” Sem saber de nada! Não é maravilhoso? (Sim) (Palmas)

Isso quer dizer o quê? Que a própria pessoa e os Antepassados se elevaram e se elevando, puxaram para cima o nível espiritual daquele descendente, daquele familiar que estava afastado. Isso é uma demonstração de que quando nós nos elevamos, toda a nossa família se eleva junto!

Também, um outro dedicante, tinha um familiar que há muitos anos não desejava fazer a lista e o Culto Anual para os Antepassados, mas depois dessa dedicação dele, o familiar teve vontade de fazer a lista e de fazer gratidão para o Culto. Outra confirmação, não é? (Sim) (Palmas)

Este Culto de hoje, dos Antepassados, faz-me pensar num conto dos irmãos Grimm. Os senhores conhecem? (Sim) Escreveram muitos contos famosos em todo o mundo. Um deles se chama: “A mesa do vovô”. Conhecem? (Não) Sendo assim, peço a vossa permissão para contá-lo.

“Um dia, um senhor de idade, que vivia com a sua esposa, após o seu falecimento, já idoso, doente, não sendo mais autónomo, foi obrigado a ir viver na casa do filho. O filho, casado, com filhos, morava numa casa bonita e a nora era muito cuidadosa com ela. Porém, o coitado do velhinho, pela idade e pela doença, tremia, derrubava as coisas e sujava a bela toalha da senhora, e às vezes a comida até caia no chão, sujava o tapete e ela muito incomodada com aquela situação, disse para o marido: “Olha, tudo bem que o teu pai está velho, doente, mas não dá para ele ficar a comer à mesa connosco. Toda vez tem que trocar a toalha e limpar a sujeira que ele faz; dá uma solução nisso, por favor! Eu sei que ele é teu pai, mas tens que resolver esse problema!”. Aí, o coitado do marido, entre a cruz e a espada, pensou numa solução e o que ele fez? Pegou uma mesinha velha de ferramentas, que tinha na garagem e improvisou uma mesa no canto da sala para lá pôr o seu velho pai a comer sozinho, com uma toalha desbotada e manchada que ele podia sujar à vontade.

Os senhores podem imaginar a tristeza desse pai de estar num cantinho da sala, comendo sozinho e olhando a mesa da família, com os filhos e netos comendo em alegria e ele ali isolado? Podemos imaginar a tristeza dele, não é? (Sim). Um dia, esse marido, voltando para casa, viu o filho dele brincando no jardim com umas madeiras, pregos, martelo, serrote e foi lá curioso falar com o filho: “Puxa meu filho, que brinquedo estás a fazer? O que estás a construir?” pensando que o menino estaria a fazer um carrinho, uma casinha… “Eu estou a fazer uma mesinha para quando o papai e a mamãe ficarem velhos, eu colocar os senhores para comer ali!” (Risos) (Palmas).

Aí, ele se deu por conta do exemplo que estava deixando para o filho, o que ele estava fazendo com o pai dele e que, mais cedo ou mais tarde, o filho faria com ele. Assim, ele virou para a mulher e disse: “Eu entendo a sua vontade de querer a casa limpa, mas me perdoe, é para o nosso próprio bem. Ou no futuro, tu queres ir para uma mesinha junto comigo? (Risos) Vamos trazer o papai para a mesa!”

A mulher raciocinou e viu que estavam errados, pediram perdão para o vovô e trouxeram-no para a mesa e foram felizes para sempre, mesmo com a mesa suja, e sem problemas! (Palmas)

Esse é um ensinamento muito grande, que nos faz refletir sobre o nosso comportamento e o nosso exemplo para os nossos descendentes. Com certeza, nem sempre é fácil a prática da Fé. Se nos esforçamos para ir aos Cultos, participar das atividades e dedicações, fazer a Oferta de Gratidão, ler e praticar os Ensinamentos, os nossos descendentes farão aquilo que nós fazemos.

Mesmo que hoje eles não façam e até nos critiquem, essa informação, esse exemplo, fica dentro deles e, mais cedo ou mais tarde, a própria vida vai levá-los a se espelhar naquilo que nós hoje fazemos. Esse é que é o grande ensinamento dessa história: que um exemplo vale mais que mil palavras! Assim diz o ditado, mas eu acho até, que vale mais de cem mil palavras, porque a palavra sem o exemplo é vento. Já com o exemplo, ela fica impressa no espírito da pessoa.

Todos nós nos esforçamos pela elevação dos nossos Antepassados, mas não podemos nos esquecer que nós também, mais cedo ou mais tarde, seremos Antepassados. E como tal, vamos desejar descendentes que nos sufraguem, que cuidem do nosso espírito, que recebam o Mitamaya, que nos façam oferendas, Cultos, ou não desejaremos? (Sim)

Existe, hoje em dia, na educação moderna, um erro muito grande de muitos pais que dizem: “Eu não obrigo o meu filho a vir na Igreja comigo, ele é livre de fazer o que quer. Quando crescer, ele que escolha a religião que quiser”. Mas, na escola, ele vai receber uma instrução materialista, na sociedade vai conviver com materialistas, vai crescer como um grande materialista, egoísta e depois vai sofrer por causa disso.

Eu penso exatamente o contrário. Eu recebi de Deus a missão, por Ele me ter confiado aquele espírito, de lhe dar a formação espiritual que eu tenho. Depois de ter dado aquilo que tenho, se ele crescer e decidir abandonar ou mudar, vou respeitar totalmente. Ele tem o livre arbítrio dele, mas eu não me vou omitir de dar o que eu acho importante, a formação que eu recebi. Isso é um dever que eu tenho! Não é só de dar a formação escolástica, intelectual, cultural, mas também e principalmente, a formação espiritual, pois esta é a mais importante!

As pessoas se preocupam muitas vezes em dar para o filho a melhor educação, uma boa universidade, para que ele tenha um bom diploma, que seja um médico, um advogado, um engenheiro, que seja isso ou aquilo, mas se esquecem que o mundo é cheio de médicos, advogados e engenheiros profundamente infelizes pelo materialismo e egoísmo em que vivem!

O materialista e egoísta, que só faz o que quer, naturalmente, faz os outros sofrer, e por fazer os outros sofrer, acaba colhendo o que ele semeia e assim também se torna infeliz. Uma pessoa que tem uma grande formação académica, sem espiritualidade e altruísmo, vai ser pior ainda, porque sendo materialista e egoísta, consegue fazer o mal para muito mais gente! Porque o mal praticado por ele é muito mais amplo. Por exemplo, um médico egoísta e materialista, quantos pacientes infelizes ele faz… um advogado, materialista, corrupto quantos criminosos ele consegue libertar… um político egoísta, materialista, quantas leis em seu próprio benefício ele faz, sem pensar no povo…

Por isso, devemos dar formação académica, intelectual, cultural, mas se além de tudo isso, que também é muito importante, dermos espiritualidade e ensinarmos o altruísmo, ele certamente será um elemento fundamental para a construção de um mundo melhor! Porque vai ser um médico espiritualista e humano. Vai ser um advogado, um político que além de respeitar as leis, respeita a ética, a moral, o civismo e assim por diante. Então, a nossa missão é muito maior do que imaginamos e se estende a todas as nossas atividades. Muitas pessoas dizem que querem deixar um mundo melhor para os seus filhos, e não está errado, mas esquecem-se que além disto, precisam também deixar filhos melhores para este mundo!

Tal como acontece com os nossos descendentes que seguem o que fazemos e não o que falamos, os Antepassados, sendo humanos e nossos familiares, é inútil rezar para eles dizendo: “Antepassados queridos, por favor, para que se salvem aí no Mundo Espiritual, dediquem na Obra Divina de construção do Paraíso Terrestre, servindo a Deus e Meishu-Sama. Assim receberão Luz e se elevarão aos Céus!” Ouvindo isto, eles que bem nos conhecem, dizem o que todo o familiar diz: “Olha só quem fala! (Risos) Você está me aconselhando a fazer isto, mas você está fazendo? Se fosse bom como você diz, você também faria!” Não é verdade que família é assim? (Sim) Então, se desejamos que os nossos Antepassados dediquem, primeiramente, nós precisamos de dedicar, e eles, nos olhando, vendo a nossa prática, a nossa mudança e evolução, desejarão naturalmente dedicar connosco.

Hoje, que é o dia dos Antepassados, é um dia de reflexão para nós. Qual é a nossa missão em relação aos Antepassados e em relação aos descendentes? Nós estamos bem no meio do caminho entre os Antepassados e os descendentes e conforme for a nossa prática de Fé, vamos salvar os Antepassados e encaminhar os descentes ao Caminho da felicidade. Do contrário, fazendo o mínimo esforço, não vamos fazer nem uma coisa nem outra. Essa elevação, Meishu-Sama nos ensina claramente no Ensinamento de hoje: “Camadas do Mundo Espiritual”.

Meishu-Sama orienta que nós temos no Mundo Espiritual, que é dividido em três níveis: Superior, Intermediário e Inferior, uma matriz que se chama Yukon, que está ligada à nossa Alma. O nível do Yukon vai influenciar diretamente a nossa existência; se o nosso Yukon estiver elevado, vamos receber influência maior de Deus; se estiver de muito baixo nível, vamos receber maior influência de satanás e das forças negativas.

Sendo assim, o que determina o nível do Yukon? É a quantidade de máculas, de nuvens espirituais negativas, que se acumulam no nosso espírito. A ligação da nossa Alma com o Yukon existe, só que se este canal não estiver purificado, ele tem interferência. Não basta ter um aparelho de televisão, ele tem que estar bem coligado com a transmissora, porque se ele não está bem sintonizado, ficam aqueles ruídos e não se vê nada…

O “aparelho” nós temos, só que a sintonia depende da quantidade de máculas e Meishu-Sama nos ensina muito claramente como é que as podemos eliminar: Praticando a virtude e fazendo os outros felizes! E qual é a forma melhor de fazer os outros felizes? Encaminhá-los para a Fé Messiânica, que elimina a causa do sofrimento, que são as máculas espirituais!

Temos outra forma de nos purificarmos, qual é? A prática do Johrei! Meishu-Sama ensina claramente neste Ensinamento que, fazendo o curso para aprender a praticar o Johrei, o seu espírito eleva-se dezenas de níveis, de uma só vez; mas não diz que só aprendendo a teoria sobre o Johrei o seu nível se eleva. Não! Ele diz que fazendo o curso para aprender a praticar o Johrei! Praticar!

Fazer cursos de culinária faz a comida gostosa? Não! Se chegam em casa, deixam as panelas guardadas nos armários, vai comer o quê? Pão com manteiga… (Risos) Se tiver…

É a prática que vai fazer a diferença! Na Fé é a mesma coisa! Se tem um Ohikari pendurado no pescoço, mas não levanta a mão, não encaminhar pessoas, não chamar pessoas para tomar cafezinho na sua casa para oferecer Johrei, não adianta nada. (Risos)

Vendo o percurso da D. Leonor, que hoje fez o testemunho de fé, mas que é também o percurso de muitas outras pessoas, foi encaminhada pela avó brasileira sem dúvida, pois foi lá no Brasil que viu o rosto da avó; mais nítido que isso é impossível, que foi a avó que a encaminhou. Assim como todos nós, que fomos encaminhados para a Fé pelos Antepassados. Mas, como ela era uma pessoa muito cética, teve dificuldade em acreditar se era realmente, mas teve essa confirmação.

Quando voltou, começou a dedicar-se ao encaminhamento e à prática do Johrei. Duvido que ela hoje, tivesse 22 pessoas que agradecem a Deus a sua existência, se não tivesse tido a iniciativa de as chamar e transmitir-lhes Johrei!

É importante ressaltar que junto com estas 22 pessoas, foram encaminhados centenas de milhares de Antepassados que hoje estão sendo sufragados e agradecem-lhe o seu trabalho de difusão. Ao tentar encaminhar alguém, não podemos esquecer que o encaminhamento é uma atividade puramente espiritual e não uma técnica de venda promocional. Se assim pensar, não terá sucesso nenhum, pois o Mundo Espiritual não aceita este tipo de sentimento mesquinho e calculista. É preciso amor e desejo sincero de ver as pessoas felizes trilhando o Caminho da Salvação.

Se ela, regressando do Brasil, ficasse acomodada, quando muito de vez em quando ministrasse um Johrei na filha, na planta, no gato; sim, no gato também pode ministrar Johrei, mas isso não cria mérito para ir para o Céu… (Risos)

Só iremos para o Céu, se salvarmos pessoas que sintam gratidão por nós! Isso é o que distingue o Homem, dos animais e das plantas… É a capacidade que Deus deu aos Homens de, com o seu livre arbítrio, construírem um mundo melhor! Isso é que nos qualifica e nos leva para o Céu! E esse mundo melhor que construirmos, seremos também habitantes dele, se participarmos da sua construção.

Logicamente, todos temos livre arbítrio, portanto ninguém é obrigado a participar, só que depois também não adianta reclamar porque não me tornei seu habitante.

Este Culto de hoje, junto com os nossos Antepassados, é maravilhoso, porque é uma tomada de consciência nossa e deles em conjunto, em sinergia de forças; eles no Mundo Espiritual e nós aqui, trabalharmos pela construção do Paraíso na Terra!

Quando eles nos veem dedicando, eles se animam e querem vir dedicar connosco! Quando a gente está com preguiça e sempre arranjando desculpas, eles também não vão; eles se adaptam a nós. E porque é que eles se adaptam? Porque no Mundo Espiritual, não existe livre arbítrio; essa é a grande vantagem de estar no Mundo Material! Não tem preço o facto de estarmos encarnados, porque temos o livre arbítrio e esse livre arbítrio tem que ser usado amplamente e sem restrições. Isto, para evitar que no dia em que partirmos para o Mundo Espiritual e se nos encontrarmos num nível diferente daquele que nós imaginávamos que iríamos estar, não nos arrependamos: “Quanto tempo eu perdi. Podia ter feito tantas pessoas felizes…”

Este Culto de hoje, é o momento de assumirmos esse compromisso; sem comprometimento, não se chega a lugar nenhum! Tudo na vida, tem compromisso. Todas as coisas sérias são com compromisso!

Quando vai trabalhar, não tem compromisso? Tem: de horário, de tarefa, de boa execução.

Quando casamos, não é um compromisso? Todas as coisas sérias implicam um compromisso.

A Fé também! Só que não é um compromisso com ninguém: É um compromisso com a nossa salvação, a salvação dos nossos Antepassados e dos nossos descendentes. O rigor é muito maior! Porque o compromisso é connosco e com a nossa consciência.

Hoje, as palavras da D. Leonor, que ela partilhou com todos, faz-me crer que ela foi utilizada como instrumento dos Antepassados, para despertar todos os portugueses e estrangeiros residentes em Portugal; pois se estão a residir aqui é porque têm afinidade com o nosso país, trazidos pelos antepassados daqui, para aqui resgatarem as suas dívidas; nenhum estrangeiro vai trabalhar para outro país, só para ganhar dinheiro, estudar, casar, ou passear, não! Vai porque tem missão de pagar as suas dívidas espirituais que adquiriu neste país, nas suas vidas anteriores e por isso somos trazidos, para aqui fazermos felizes e salvar todas os espíritos que aqui, no passado, fizemos sofrer.

Com esse compromisso, todos unidos como se fossemos um só, cada um à sua maneira, dentro da sua condição, no nível do seu amor, vamos participar com seriedade, com Makoto, na reforma da Sede Central, a casa de Meishu-Sama em Portugal, que é a reforma da nossa Fé!

Uma casa quando fica velha, precisa de ser reformada, com os anos de uso vai ficando desgastada e por mais que se limpe, nunca vai ficar perfeita, tem que ter uma reforma! Será que a nossa fé, de tantos anos, não terá acumulado “impurezas” e não estará precisando de uma reforma? Será que não é uma Fé que aos poucos se foi adaptando ao nosso ego e nós criamos o “nosso” Meishu-Sama e dizemos: “Ele me entende!” Já ouvi tanto isso! (Risos) “Meishu-Sama entende…” Criam uma fé própria, inventam a sua Teologia… Mas ao ler os Ensinamentos, constatamos que Ele orienta o oposto daquilo que a pessoa acredita que ele entenderia! E, como se não bastasse, ficam surpreendidos, porque a sua vida não melhora… Porque será? Não sei… (Risos)

Chegou a hora de reformar a Sede Central e de reformar a nossa Fé, para nos reencaminhar aos parâmetros ensinados por Deus a Meishu-Sama.

Vamos aproveitar essa reforma da Sede Central, para reformar a nossa Fé; quando nós reformarmos a nossa Fé, os nossos Antepassados que estão ligados a nós, vão reformar a Fé deles! Muitos estão a sofrer no Mundo Espiritual, porque partiram com uma Fé errada ou até sem Fé. Se nós reformarmos a nossa, eles vão reformar a deles, juntos connosco e com os nossos descendentes que assistirem a essa reforma, já vão aprender a Fé correta.

Este momento histórico espiritual que estamos a viver agora em Portugal, é único; é como um comboio pronto para partir e quem o apanhar, entra e parte… e quem ficar sentado na estação, distraído, vai perdê-lo… ele chama-se “Comboio da Salvação”, que os nossos Antepassados estão torcendo, vibrando, para que nós possamos partir nesse comboio, que Meishu-Sama está colocando à nossa disposição!

Só tenho a agradecer a todos pela vossa presença neste dia maravilhoso, junto com os nossos Antepassados, que estão muito felizes, por estarem aqui connosco, dando início a este novo ciclo que irá de hoje, até dia 1 novembro de 2020. Se aproveitarmos esta nova fase, iremos estar junto com os nossos Antepassados ainda mais felizes do que estamos hoje!

Muito obrigado e um bom mês para todos!

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