Culto Anual pela Salvação dos Antepassados – Sede Central – Novembro 2020

PALESTRA DO PRESIDENTE DA IGREJA MESSIÂNICA MUNDIAL DE PORTUGAL

REV. CARLOS EDUARDO LUCIOW – NOVEMBRO 2020

Bom dia a todos!
Espero que os senhores estejam a passar bem.

Gostaria de agradecer a vossa sincera dedicação que nos possibilita expandir cada vez mais a Obra Divina de Deus e Meishu-Sama em toda a Europa! Muito obrigado!

Pela impossibilidade da realização presencial deste Culto em alguns países da Europa, contamos hoje com a presença virtual dos Ministros e membros desses países nesta transmissão online. Sejam todos muito bem-vindos!

Este mês, cá em Portugal, com a proibição de deslocação entre concelhos, aumentaram as restrições para nos reunir fisicamente e, assim, o Culto de hoje, pelo oitavo mês consecutivo, foi realizado desta forma. Por um lado, fiquei muito feliz e grato em conseguir estar na Sede Central a realizar este Culto, mas, por outro lado, sinto a falta dos senhores e dos Ministros da Expansão, que infelizmente, não puderam estar presentes por esse mesmo motivo.

Mesmo que virtualmente, estamos todos unidos no mesmo sentimento e tenho a certeza de que a Luz deste Altar chegou aos vossos lares. Sinto também que o vosso amor e carinho chegaram até à Sede Central numa vibração muito intensa. Muito obrigado! Gostaria também de dar as boas-vindas a quem está a assistir a este Culto pela primeira vez!

Sejam todos muito bem-vindos!

No passado dia 30 de outubro, tive a permissão de, por videoconferência, fazer relatório e receber a orientação do nosso Presidente Mundial – Rev. Kiyoaki Sugihara. Nesta oportunidade, relatei a atual situação da difusão nos diversos países da Europa e como estamos a esforçar-nos para superar as naturais dificuldades da pandemia. Gostaria de compartilhar com os senhores as suas palavras de saudação para o Culto de hoje.

>Atami, 1 de novembro de 2020.
Aos membros messiânicos da Europa.

Fiquei a saber que, mesmo durante a violenta segunda onda de contaminação do COVID-19 na Europa, o reverendo Carlos Eduardo Luciow, junto com todos os membros, unidos num único sentimento de aprofundar os Ensinamentos de Meishu-Sama, estão a empenhar-se na prática da oração e ministração de Johrei a todas as pessoas que se encontram em estado de sofrimento. E, apesar de toda esta situação, a postura dos senhores de orar e estender a mão do Johrei a toda a humanidade representa o orgulho e o exemplo do que é “ser messiânico”.
Como discípulos de Meishu-Sama que somos, unindo-me aos senhores, estarei a orar do Solo Sagrado do Japão, desejando que todas as pessoas que estão em sofrimento possam ter a permissão de encontrar Meishu-Sama e que os membros do mundo inteiro possam cumprir as suas missões da melhor forma possível.

Rev. Kiyoaki Sugihara
Presidente da Igreja Messiânica Mundial – Izunome

No final do mês passado, do dia 24 ao dia 28, consegui encontrar pessoalmente com alguns dos senhores, por ocasião da minha visita às Unidades Religiosas da área metropolitana de Lisboa, a começar pelo Johrei Center de Lisboa e Núcleos de Johrei da Margem Sul, Oeiras-Cascais e Amadora e Sintra.

Face às restrições de aglomeração, limitadas a cinco pessoas, tive a permissão de oficiar, durante quatro dias, 31 Cultos Mensais pela Salvação dos Antepassados e Reforma da Sede Central, respeitando as normas de higiene e segurança, encontrando assim, no total, com 124 participantes.

Confesso que na minha vida missionária, nunca havia realizado tantos Cultos num tão curto espaço de tempo, algo inédito, que me fez vivenciar uma experiência única, pela qual sinto muita gratidão. Embora estando a cumprir as medidas de distanciamento social em vigor, éramos somente 5 pessoas na nave, bastante distanciadas; mas, sentimental e espiritualmente falando, foram Cultos onde estávamos bem próximos e unidos no mesmo ideal de buscar a salvação dos Antepassados através da prática das três Colunas da Salvação, orientadas por Meishu-Sama. Sendo poucas pessoas, foi possível conversar, esclarecer dúvidas e trocar experiências, de uma forma bem descontraída, coisa que, infelizmente, não é possível quando se reúnem muitas pessoas no mesmo Culto. Dessa forma, confirmei pela enésima vez que: “Tudo o que Deus faz é bom!”

Além dos Cultos, realizei a Outorga da Luz Divina – Ohikari para quatro novos membros e também, consegui dar assistência religiosa a membros em purificação, ministrando 28 Johrei individualmente.

Desejo aos novos membros sucesso na missão e que possam encaminhar muitas pessoas à salvação messiânica. Aproveito também esta oportunidade para agradecer, do fundo do coração, o carinho e a hospitalidade com que me receberam. Muito obrigado!

Tal como prometido por ocasião dos 40 anos de fundação da nossa Igreja, de entregar todos os anos um novo livro da Coletânea Alicerce do Paraíso, este ano também, em nome de Deus e Meishu-Sama, apresentamos hoje, aos senhores, a edição portuguesa do Alicerce do Paraíso vol. IV, revisto e traduzido para o português de Portugal. Este sempre foi um desejo dos membros portugueses, de terem os Ensinamentos de Deus revelados a Meishu-Sama na sua língua materna. Este livro é fruto conjunto da dedicação e do amor dos Ministros e membros pioneiros, muitos deles, que já se encontram no Mundo Espiritual, e dos que hoje dedicam ativamente. Muito obrigado a todos!

Tal como nos anos anteriores, com o objetivo de levar Luz para os lares dos membros, frequentadores e simpatizantes, preparamos o calendário da Igreja Messiânica Mundial de Portugal de 2021, com magníficas fotos de todos os Solos Sagrados e os Divinos poemas de Meishu-Sama. O proveito reverterá integralmente para a reforma da Sede Central e, portanto, façam desde já a reserva, tanto para si como para os seus entes queridos.

Fiquei muito feliz ao receber os relatórios dos Ministros responsáveis das Unidades Religiosas, sobre as atividades realizadas desde o Seminário Nacional como preparação para este importante Culto. Pude constatar que, de norte a sul do país, todos se empenharam muito na prática das três Colunas da Salvação, junto com os seus Antepassados.

Ouvi de alguns dos senhores que este ano, pelo facto da preparação ter sido feita junto com eles, abrangendo as três Colunas, foi mais ampla, mais completa, num clima de felicidade conjunta, sentindo assim uma maior proximidade com os seus Antepassados. Dando continuidade a esse espírito de dedicar junto com eles, vamos, em sinergia de forças, realizar todas as nossas atividades na prática da fé, pois, desta forma, eles também estarão a servir à Obra Divina junto connosco.

Hoje, ouvimos a maravilhosa experiência de fé da Sra. Magaly Torres Espinoza, do Johrei Center de Milão que, passando por um problema de saúde, foi pedir orientação ao seu Ministro.

A primeira coisa que ele a aconselhou, foram as práticas básicas da fé, especialmente, o Johrei, o estudo e a prática dos Ensinamentos de Deus revelados a Meishu-Sama. Assim, clareou a sua situação e ela passou a entender a origem do problema. Sem Luz, permanecemos no escuro, sem entender o que está a acontecer e sem saber o que fazer para sair da situação.

Um exemplo que ilustra este ponto é que podemos comparar o nosso “eu interior” com uma casa. Quando esta está com as janelas fechadas e as luzes apagadas, estando tudo escuro, não conseguimos ter uma perceção clara de como ela se encontra, se está desarrumada, suja, etc. As práticas básicas da fé, abrem as “janelas da alma”, permitindo que entre a Luz de Deus para clarear a perceção do que é necessário mudar, dando-nos também a força necessária para conseguir fazê-lo.

Posteriormente, ela entendeu que a sua purificação se relacionava com os seus Antepassados e que precisava de mudar os seus pensamentos e sentimentos em relação a eles, pedindo-lhes perdão e manifestando o seu sentimento de gratidão.

Muitas pessoas, infelizmente, atribuem a culpa dos seus problemas aos seus Antepassados e, por pensarem dessa forma, rezam por eles com o objetivo de se livrarem do problema; e isso até os ofende.

A forma correta de os sufragar envolve o sentimento de verdadeiro amor e gratidão, visando a sua salvação, tal como Meishu-Sama nos orienta no Ensinamento “Existem fantasmas?”, do Alicerce do Paraíso vol. III, edição portuguesa:

“(…) Assim, por ocasião dos sufrágios, as pessoas devem realizá-los com a máxima sinceridade e esmero, dentro das suas condições. Logicamente, os espíritos ficam muito satisfeitos pelos cultos que lhes são oferecidos de coração, mas o mesmo não ocorre se são atos apenas formais. (…)”

Depois, durante o período de confinamento que atravessámos, graças às práticas básicas realizadas, a Sra. Magaly começou a ter lembranças da sua mãe, a quem se tinha dedicado nos últimos anos de vida. Relembrou um episódio em que não a tinha tratado muito bem, pois estava com pressa para sair, e reconheceu que isso a tinha magoado. Essa sua reflexão serve para todos nós, pois quem nunca magoou ou ainda continua a magoar os seus familiares?

Alguns deles, já partiram para o Mundo Espiritual com mágoa no coração e outros, ainda cá estão a sofrer por esse motivo. No entanto, não basta sufragar os familiares que já se encontram no Mundo Espiritual. É igualmente importante tratar com amor e respeito os nossos familiares no Mundo Material, que são os nossos “Antepassados encarnados”.

Portanto, vamos praticar a fé para ganhar forças e assim, ter coragem de pedir perdão aos familiares que ofendemos e perdoar àqueles que nos ofenderam. Se conseguirmos vencer o nosso orgulho e presunção, tirando esse peso dos nossos corações, será uma grande libertação, tanto para nós como para eles.

A Sra. Magaly, posteriormente, constatou que tinha chegado ao ponto de estar a usar o mesmo suplemento alimentar e a triturar a comida no liquidificador, exatamente como fazia para a sua mãe. Mas, mesmo assim, apesar de todas essas evidências, ainda estava na dúvida sobre a relação da sua purificação com a da sua mãe. Este facto prova o quanto o nosso ego reluta em aceitar as mensagens dos Antepassados.

Logo, quando finalmente reconheceu a manifestação do sofrimento da sua mãe, pediu-lhe perdão e, com o coração repleto de gratidão, passou a orar por ela. Começou a melhorar gradualmente, e ainda assim, sentia que faltava alguma coisa, mas não sabia o quê.

Posteriormente, passou também a ter ataques de pânico, taquicardia e falta de ar, purificação que relacionou com o falecimento de três parentes com esses sintomas, que em vida, tinham tido conflitos com a sua mãe e pelos quais ela nutria sentimentos negativos.

Assim, constatamos que os membros de uma família podem ser comparados aos galhos de uma árvore que, embora cada um siga uma direção diferente, todos têm as mesmas raízes.

A Sra. Magaly, apesar de já ser membro há três anos, ainda não havia solicitado o assentamento dos seus Antepassados através do Sorei-Saishi. Nesse sentido, no Ensinamento lido no Culto de hoje: “A reencarnação”, do Alicerce do Paraíso vol. III, edição portuguesa, Meishu-Sama orienta-nos:

“(…) Quando familiares, parentes e descendentes do falecido lhe prestam homenagens póstumas e lhe oferecem cultos de sufrágio, realizando-os com todo o amor e sinceridade, ou quando se empenham em somar virtudes praticando o bem, ajudando o próximo com amor e compaixão, ou ainda, quando trabalham em benefício da sociedade, etc., tais práticas contribuem para a aceleração do processo de purificação daqueles espíritos. Por esse motivo, a expressão do amor e da devoção filial aos pais, não se deve limitar ao período em que estes se encontram neste mundo. Na verdade, expressar o amor e a devoção após a sua morte, por meio de cultos e da soma de virtudes, é ainda mais significativo. (…)”

Após solicitar o Sorei-Saishi da sua mãe e dos seus parentes, para que eles pudessem receber a Luz de Deus e Meishu-Sama, participar da Obra Divina e, assim, purificar-se e elevar-se no Mundo Espiritual, passou a sentir-se gradualmente melhor a cada dia que passava, tornou-se mais segura de si e já conseguia sentir gratidão por todos eles. Deixou de ter os ataques de pânico e a purificação com a deglutição melhorou, ao ponto de passar a ter uma vida alimentar praticamente normal.

Por fim, com o coração repleto de gratidão, abriu as portas da sua casa para receber outras pessoas, estando já a acompanhar dez frequentadores. Mesmo na atual situação, onde todos se fecham e se isolam, ela, ao contrário, já criou o Sonen grande e forte de um dia, vir a ter um Johrei Center na cidade onde reside, para melhor servir a Deus e a Meishu-Sama na salvação do maior número de pessoas.

Para mim, este é o ponto mais importante desta Experiência, pois se ela tivesse passado por tudo isto, resolvido os seus problemas de saúde, mas continuasse a pensar só em si mesma, não teria efetivado a sua salvação e a dos seus Antepassados, pois esta só é possível quando nos dedicamos verdadeiramente, com Makoto, à salvação de outras pessoas e dos seus Antepassados.

Ouvindo este despertar da Sra. Magaly para, nesta difícil fase que estamos a passar, abrir a sua casa e se dedicar à felicidade de muitas pessoas, lembrei-me de uma lenda, chamada “Tsuki no Ussagui”, que o nosso saudoso Revmo. Tetsuo Watanabe nos contou e gostaria de compartilhá-la com os senhores.

Há milhares de anos, na Índia, apesar dos seus hábitos diversos, viviam em harmonia três animais: um macaco, uma lontra e um coelho.

Um dia, Deus, querendo saber qual deles era o mais altruísta, disfarçou-se de um velhinho viajante que, encontrando-se com os três animais, disse-lhes que estava muito cansado e faminto, pedindo-lhes se poderiam arranjar-lhe algo para comer.

O macaco, graças à sua agilidade, subiu rapidamente nas árvores e colheu diversas frutas; a lontra, grande nadadora, saltou no rio mais próximo e capturou vários peixes; o coelho, por sua vez, não conseguiu prover nada senão algumas ervas e, por isso, retornou muito triste e cabisbaixo. Ainda assim, pediu aos seus amigos para o ajudarem a apanhar lenha para fazer uma grande fogueira.

Com as brasas prontas, ele disse ao velhinho que como a sua carne era muito saborosa, gostaria de a oferecer para o seu proveito; e atirou-se ao fogo.

Deus, admirado com a sua atitude de altruísmo e extremo sacrifício, salvou-o e desenhou a sua imagem na Lua, para que todos pudessem sempre recordar o seu nobre exemplo.

Com esta lenda aprendemos que o valor do Homem está no seu esforço em servir à humanidade e à Obra Divina, renunciando a si próprio em prol da felicidade do próximo.

Acredito que, no momento atual, mais do que nunca, é preciso desenvolver este espírito de sacrifício altruísta. Esta pandemia veio justamente para nos tirar da nossa zona de conforto e, se continuarmos com o mesmo nível de servir de até hoje, com certeza não conseguiremos crescer e superar este difícil momento.

Faltam aproximadamente 50 dias para o 138º Natalício de Meishu-Sama e, visando a preparação para esse importantíssimo Culto, vamos realizar no dia 28 de novembro, sábado, das 14h00 às 18h00, um Seminário Nacional via online, como temos feito regularmente nestas datas especiais do calendário messiânico. O que os senhores acham? É uma boa ideia? Gostaram? Por favor, se gostou da ideia, deixe o seu “like” nesta transmissão online.

Despeço-me com um forte abraço, desejando-vos um feliz mês e o início de uma ótima preparação para o próximo Culto Especial do Natalício de Meishu-Sama, com muitas graças e milagres para, juntamente com os nossos Antepassados, relatarmos e agradecermos a Deus e a Meishu-Sama.

Muitas felicidades e uma boa missão a todos!
Muito obrigado!

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