Culto Anual aos Antepassados – Sede Central – Novembro 2018

PALESTRA DO PRESIDENTE DA IGREJA MESSIÂNICA MUNDIAL DE PORTUGAL

REV. CARLOS EDUARDO LUCIOW – Novembro 2018

Culto Anual aos Antepassados - Novembro 2018

Bom dia a todos!

(Bom dia!)

Como os senhores estão a passar? Estão todos bem?

(Graças a Deus e ao Messias Meishu-Sama!)

Graças a Deus e ao Messias Meishu-Sama!

Gostaria de iniciar minhas palavras, agradecendo do fundo do coração, a vossa sincera dedicação que nos permite expandir cada vez mais a Obra Divina de Salvação de Deus e Meishu-Sama aqui em Portugal e Espanha! Muito obrigado! (Palmas)

Quem está a vir hoje pela primeira vez, pode levantar a mão?

É uma honra muito grande estar a recebê-los nesse dia maravilhoso, de sufrágio pelas almas dos nossos Antepassados queridos, que o ano inteiro esperam por esse dia para poderem vir-nos encontrar. A felicidade deles se espelha na emoção e no sorriso de todos os senhores! É bem visível! (Palmas)

Hoje, estamos a receber membros das seguintes Unidades Religiosas: Algarve e Alentejo, Margem Sul, Oeiras-Cascais, Amadora e Sintra, Lisboa, Ribatejo, Vila Real, Amarante, Lixa, Braga, Porto, Gaia, Coimbra e Aveiro. (Palmas) De Espanha estamos a receber o Min. Leonardo Borrelli com mais oito missionários e membros. (Palmas)

Hoje, estamos a receber membros das seguintes Unidades Religiosas: Algarve e Alentejo, Margem Sul, Oeiras-Cascais, Amadora e Sintra, Lisboa, Ribatejo, Vila Real, Amarante, Lixa, Braga, Porto, Gaia, Coimbra e Aveiro. (Palmas) De Espanha estamos a receber o Min. Leonardo Borrelli com mais oito missionários e membros. (Palmas)

Do Brasil, estamos recebendo o Min. Rodrigo Santos e o Min. Paulo Magalhães e a esposa Profª Edilene Magalhães. De Moçambique, está também presente a Profª Deolinda Pinto. (Palmas)

Temos membros de Angola, outros membros do Brasil e como os senhores já repararam, tem o “Lopinho”, que voltou do Brasil! (Risos) (Palmas) Sejam todos bem-vindos! (Palmas)

No ano passado, por ocasião dos 40 anos de Difusão da nossa Igreja em Portugal, lançamos o primeiro volume do Alicerce do Paraíso em português de Portugal volume I, não foi? (Sim) Naquela ocasião, quem esteve presente deve lembrar que eu prometi que “daqui a um ano vamos entregar o Alicerce do Paraíso volume II”. Está aqui! (Palmas)

Este Alicerce é a materialização do amor de muitos Antepassados, de muitos Ministros, membros, que já partiram para o Mundo Espiritual e que também trabalharam nele. Não é trabalho apenas nosso! Estou somente a entregar o fruto de um trabalho dos nossos Antepassados que iniciaram há muitos anos. Recebam estes livros, como a materialização do amor deles, que desejaram com tanto ardor um livro na sua língua materna. Apesar de lerem em português do Brasil, logicamente, preferem em português de Portugal. É justo, porque a língua é o espírito da palavra e cada povo tem o seu espírito da palavra. Esperamos continuar correspondendo a esse desejo e a cada ano entregarmos um volume. Poderiam dizer: “Ah, mas só um por ano?!” Só? É um trabalhão, nem imaginam! (Risos) (Palmas)

Porque não é só a correção gramatical, é também a revisão conceitual, em base ao original do japonês. Aproveitando uma coisa, já se faz as duas. Senão, daqui a pouco, tem de se fazer outro para corrigir o conceito. Espero que os senhores, junto com os vossos Antepassados portugueses, possam ler na língua natal. Muito obrigado e parabéns a todos os que dedicaram e colaboraram para a realização desse livro! Muito obrigado! (Palmas)

O Culto de hoje, por se tratar de Antepassados, muitas vezes para algumas pessoas é um dia triste. É um dia que se chora a lembrança, a falta dos seus queridos que já partiram para o Mundo Espiritual. Acredito que, especialmente para os materialistas, seja um dia de mais tristeza ainda. Porque o materialista acha que, com a morte, acabou a vida. Mas para nós, espiritualistas, acreditamos que a morte é só um instrumento que Deus usa para a renovação da vida.

Agora, estamos no outono e as árvores estão a perder as folhas. Quando chega o Inverno, a maior parte delas está completamente despida e ficam os galhos secos. Aos olhos humanos, parece que a árvore morreu. Mas, na verdade, aquelas folhas que caíram, depois chegando na terra, se decompõem e vão se tornar alimento para as próprias árvores. Portanto, nós podemos comparar as árvores com as nossas famílias: nós somos o tronco; os nossos descendentes são os galhos, os frutos; os Antepassados são as raízes e tem a terra que é Deus. Existe essa renovação.

Na verdade, hoje nós estamos aqui, mas um dia nos tocará ir encontrar com os Antepassados e os Antepassados renascerão como descendentes. Isso é próprio ciclo da vida que não pode ser evitado. A única coisa comum a todos os seres humanos que hoje estão nascendo, é que um dia partirão. Durante as suas vidas terão algumas diferenças, mas o final é comum a todos. Porque não é do conhecimento humano que alguém tenha ficado para sempre. Por isso, já que é um fim inevitável, significa que é uma Lei Divina.

O choro pela partida é da ausência, como se eles estivessem faltando. Mas eles continuam vivos onde? Nas nossas lembranças, no nosso amor, no nosso carinho, na herança que nos deixaram; assim como os ensinamentos, os exemplos e a educação. Não têm como morrer, porque estão sempre vivos dentro de nós.

No Ensinamento de hoje, “Reencarnação”, Meishu-Sama disse que a felicidade ou a infelicidade do Homem, tem íntima relação com a reencarnação. Ele diz assim: “Quando a família do falecido lhe presta homenagens póstumas e ofícios religiosos, ou quando os seus descendentes praticam o amor ao próximo e trabalham em benefício da sociedade e da nação, somando o bem e a virtude, isso ajuda a acelerar a purificação dos espíritos dos Antepassados.”

Muito interessante que, Meishu-Sama associa, além dos cultos e sufrágios, a prática do bem, como forma de elevação dos Antepassados. Não é só ficar rezando. A elevação deles depende também e principalmente do que nós fazemos! Porque o que nós fazemos reflete neles, através dos elos espirituais e vice-versa.

Meishu-Sama continua: “O amor e a devoção filial devem ser praticados não só quando os pais ainda estão neste mundo, mas muito mais através de ofícios religiosos e do altruísmo, quando eles já se encontram no Mundo Espiritual.”

Mais uma vez, Ele fala do altruísmo associado ao Culto aos Antepassados. Muitas pessoas, famílias, quando se referem aos Antepassados (especialmente as materialistas) pensam neles somente pelos bens materiais que herdaram: se ganhou casa, se não ganhou…

Existe uma história muito engraçada de um vovô que num domingo estava tranquilo a ler o jornal e o netinho chegou perto dele e disse assim:
– Vovô, vovô! Fecha os olhos! Fecha os olhos!
– O que é isso menino! Estou a ler o jornal! Não atrapalha!
– Vovô, fecha os olhos! Por favor, fecha os olhos!
– Menino, o que é que é isso?! Deixa de brincadeira! Eu estou a ler o jornal.
– Fecha os olhos pelo amor de Deus vovô!
– Mas, porque é que tu queres que eu feche os olhos?
– Porque ontem, eu ouvi a mamãe dizer para o papai, que no dia em que o senhor fechar os olhos, nós estamos todos ricos!” (Risos)
Imaginem a alegria do vovô ouvindo uma coisa dessas! (Risos) Não viam a hora em que ele “fechasse os olhos”! (Risos)

Ao invés disso, Meishu-Sama diz assim num poema:
“A soma das virtudes é um tesouro invisível que nunca apodrece e nem se queima.”

Quantas famílias deixam fortunas para os seus descendentes e esses depois, pouco a pouco, vão desperdiçando aqueles bens e acabam na pobreza. Já os méritos somados nesta vida e a gratidão que recebemos das pessoas a quem nós fazemos felizes, é uma herança que não queima, não apodrece, não enferruja e ninguém pode roubar. Esse mérito, na hora em que os descendentes precisarem, receberão os dividendos acumulados pelos Antepassados.

Por este motivo é que os nossos Antepassados nos guiam para a Igreja Messiânica. Às vezes dizemos: “Ah, foi a minha filha que me levou para a Igreja”; “Ah, foi o meu vizinho que me falou do Johrei”; “Li no jornal uma entrevista”. Aquilo foi só um meio que o Antepassado, querendo encaminhar o descendente para o caminho do bem, onde ele praticando virtudes e quem sabe até aprendendo a sufragá-los, elevasse todo o tronco familiar. Essa é que é a esperança do Antepassado ao nos guiar para a Igreja.

Se nós viermos para a Igreja e não nos tornarmos altruístas, virtuosos e dedicados à felicidade dos outros, de uma certa forma estamos traindo, faltando à expetativa que os Antepassados depositaram ao ter-nos encaminhado e ficam tristes e desiludidos connosco. Esse é o objetivo deles ao nos encaminhar. Viemos muitas vezes encaminhados por alguém que vem a ter conhecimento do nosso problema. A pessoa vem para resolver um problema: pode ser uma dor, pode ser um conflito, um problema financeiro, etc.

O objetivo da prática da Fé dela se torna o quê? Resolver o seu problema. Mas, aquele problema, na verdade, foi só um instrumento que o Antepassado utilizou para ter uma desculpa de alguém, ou oferecendo Johrei ou chamando, nos encaminhar para o caminho da prática da virtude. Resolver o problema é só um meio para despertar para a Fé de prática virtuosa, mas muitas vezes a pessoa não faz essa passagem da fase inicial de querer resolver o problema para a fase verdadeira e única que é, se tornar virtuoso! Ou seja, se tornar aquela pessoa que se dedica a salvação dos outros ou através do Johrei, através da Difusão dos Ensinamentos, ou através do Belo ou através da Agricultura Natural, qualquer uma das colunas da salvação.

O que os Antepassados estão à espera, é que cheguemos à essa segunda etapa, posterior a primeira que é aquela de querer resolver o nosso problema. Como não chegamos nessa segunda fase, a primeira fase persiste. Aí, a pessoa diz: “Eu não entendo porque o meu problema não passa…” Não se resolve, porque você tornou aquilo que era um meio para chegar na prática altruísta e fez aquilo um fim da sua prática de Fé, que era resolver o problema. Resolver os problemas não é o objetivo final. O objetivo final é nos tornarmos virtuosos!

Quando você chega nessa segunda fase, os próprios Antepassados dizem: “Bom, agora já não serve mais essa primeira fase porque aquilo era só um instrumento para chegar aqui. Como tu já chegaste, já estás nesse patamar, o problema não serve mais.” Nesse momento o problema resolve-se. Mas, o apego em querer resolver o problema como objetivo da prática da Fé, ancora a pessoa na primeira fase inicial, que seria a fase infantil da Fé.

Chegando essa segunda fase, passamos já a cultuar os Antepassados por gratidão, porque na Fé inicial, quando ela vai cultuar o Antepassado, ela cultua para resolver problemas. “Ah, meu marido está a beber demasiado!” O outro diz: “Cultua Antepassado que está encostado nele fazendo ele beber!”. “Ah, meu filho está insuportável, tão mal-educado!” “Isso é problema de Antepassados, isso é manifestação! Tem de cultuar Antepassados!” Tudo é culpa do Antepassado! Ele passa a cultuar o Antepassado para resolver problema, sendo que Meishu-Sama nos orienta claramente que a causa da má educação dos filhos está nos pais. Se Meishu-Sama diz isso e você vai cultuar Antepassados, porque o filho é mal-educado, então, você está ofendendo os Antepassados e sobretudo está demonstrando que não estuda os Ensinamentos.

Chega um ponto tal, que banaliza, vulgariza o culto dos Antepassados e passa a cultuá-los por exemplo, apenas porque está com unha encravada… “Ah, isso deve ser alguma avó minha que tinha a unha encravada e está manifestando aqui”. Se é perna esquerda é tronco materno, se é perna direita é tronco paterno! (Risos) É verdade, a criatividade humana não tem limites. Daqui a pouco estão a criar uma outra religião, uma coisa que Meishu-Sama não escreveu nada daquilo!

Por isso, cultua-se Antepassados, porquê? Amor e gratidão! Qual é a primeira gratidão? Que estamos vivos. Nascemos porque o nosso pai e a nossa mãe, que são os nossos primeiros Antepassados, permitiram o nosso nascimento. Ao nascer recebemos um guardião, que é um Antepassado de alto nível, que nos acompanha durante toda a nossa vida. Tudo aquilo que nos circunda, herdamos dos Antepassados. A nossa cultura, nossa língua, as artes, os métodos agrícolas, a religião, tudo, herdamos deles.

Todas as descobertas que foram feitas na ciência, meios de transporte, tecnologia, meios de comunicação, herdamos e que de geração em geração foram sendo aperfeiçoadas e transmitidas às gerações futuras. Só que hoje apertamos o botão da luz, esta acende e nós achamos que é natural ter luz. Não é natural ter luz! A grande maioria dos nossos Antepassados não tinha corrente elétrica. Talvez alguém mais antigo lembre, não era lamparina? (Sim) Não tinha gás canalizado. Tinha de cortar lenha para fazer o fogão à lenha, não era assim? (Sim) Não estamos a falar de milhares de anos atrás, mas de algumas dezenas de anos e em alguns lugares do interior, em grande parte do mundo ainda hoje é assim.

Água canalizada? Quente e fria, à vontade… Tudo isso é o quê? Herança, presente, sacrifício que os nossos Antepassados fizeram, nos deram e estamos usando como se fosse a coisa mais natural do mundo, sem o mínimo de gratidão. Portanto, ter gratidão por todas essas coisas e no momento em que estamos usufruindo, agradecermos, também é uma forma de Culto. Culto não é só chegar na Igreja e rezar. Culto dos Antepassados é um sentimento de gratidão permanente nas nossas vidas no dia a dia e em todas as coisas que nós fazemos.

Como eu viajo muito de avião para lá e para cá, sempre que eu entro num avião, eu junto às mãos e agradeço aos Antepassados que construíram aquela máquina maravilhosa, porque eu fico imaginando como seria difícil a minha vida se não existe o avião. Como eu iria fazer essas viagens, de carroça ou de cavalo? (Risos). Impossível! “Ah, que viagem cansadíssima, três horas e meia de avião!”. Três horas e meia!? Pega um cavalo para ver quanto vai demorar! (Risos) Mas não agradece! Reclama as três horas e meia, não agradece aos Antepassados e que muitos até morreram, os pioneiros da aviação, por exemplo, sacrificaram as próprias vidas para que hoje a gente, suba e desça com a maior tranquilidade e segurança. Usa, mas não agradece, não tem gratidão, não vê o amor e o sacrifício dos Antepassados em todas as coisas que nos circundam.

“Ah, mas os Reis da antiguidade viviam circundados de ouro!”. É verdade! As carroças dos Reis eram todas douradas, banhadas em ouro, mas não deixavam de ser carroças! (Risos) E ainda andavam em estradas cheias de buracos! (Risos) Hoje, viajamos num carro, com ar condicionado, numa estrada asfaltada e quando tem um buraco reclamamos: “Que falta de vergonha, tem um buraco ali…”. Imaginem os buracos de antigamente como é que eram…(Risos)

Nós vivemos num mundo maravilhoso, circundado de coisas maravilhosas em todos os campos: artes, arquitetura, tecnologia, agricultura, etc… mas não agradecemos como fruto do esforço do amor dos Antepassados para nós, seus descendentes. Muitas vezes até criticamos ou não reconhecemos a herança maravilhosa que recebemos e isso também é um defeito nosso. Achamos que hoje temos as coisas, porque posso comprar, mas você pode comprar, porque alguém desenvolveu aquilo para chegar ali.

Antigamente, mesmo os reis, com todo o dinheiro e riqueza que eles tinham, não podiam comprar porque não existia. Nós somos muito mais afortunados do que os Reis da antiguidade, muito mais! Esse sentimento de gratidão é uma forma viva de Culto! Tem o sufrágio: você vem, coloca o nome do Antepassado no Altar, coloca uma oferta em intenção… Isso é o sufrágio e está certo, mas além desse, a gratidão a eles no dia a dia em tudo o que nós fazemos.

É um culto vivo que deve existir paralelamente ao sufrágio e como gratidão a isso, o que é que a gente faz? Pratica o altruísmo, faz os outros felizes para, através do elo espiritual, o fruto das nossas boas ações permitir elevação espiritual deles junto connosco. É uma coisa muito mais completa do que simplesmente fazer uma oração. Esse sentimento de gratidão deve nos acompanhar em toda e qualquer prática Messiânica, aliás, eu diria que a Fé Messiânica existe graças ao sentimento de gratidão à Deus.

Hoje, ouvimos o maravilhoso testemunho de Fé da senhora Maria Leonor Pinto de Mesquita, a que eu agradeço muito também por suas belas palavras dirigidas a mim. Ela compartilhou connosco esses seus dezoito anos de vida messiânica, dos quais os primeiros nove foram de perguntas, dúvidas, questionamentos, ceticismo, etc.

Até que um dia, um Antepassado, sua avó, que já se encontrava no Mundo Espiritual, tinha nascido no Brasil e depois veio com 12 anos para Portugal, mas era brasileira. Sua avó do Mundo Espiritual, despertou nela o desejo de ir encontrá-la lá no Solo Sagrado de Guarapiranga, no Brasil. Isso já é uma coisa fora do normal, porque ela não sendo membro, cheia de dúvidas, desejar ir no Solo Sagrado para encontrar com avó, já é uma coisa fora da lógica racional.

Ela foi, só que para ir tinha antes de receber o Ohikari. O que era isso? O sentimento da avó de que ela fizesse o que a bisneta já fazia, que era a sua filha. Ela recebe o Ohikari e vai. Chega lá, acontecem várias situações que vem a confirmar dentro dela à existência do Mundo Espiritual, sua missão espiritual e lá sente uma grande vontade de servir à Obra Divina. Porquê? Porque a avó sabia que ela servindo à Obra Divina, acumularia mérito, salvaria pessoas e essas suas boas ações reverteria para a salvação deles.

Ela volta de lá entusiasmada com vontade de servir, começa a terceira fase que é aquela de fazer plantões na Igreja, abre as portas da sua casa para receber pessoas para fazer a difusão, se torna um Núcleo de Johrei na cidade que ela morava. Não tinham membros ativos e sozinha começa a chamar os amigos, parentes e conhecidos para transmitir Johrei e falar dos Ensinamentos, que é uma coisa muito difícil ainda mais se tratando de uma cidade pequena. Quem mora em pequenas localidades, em aldeias, sabe a mentalidade do povo, o preconceito de quem faz uma coisa diferente, não é assim? (Sim) Vencendo esse preconceito, começa a receber pessoas em sua casa e essas pessoas começam a receber graças. Um vai falando para o outro e começou a fazer difusão em toda aquela região até em outras cidades.

A partir daí ela entrou na quarta fase, que é aquela de querer receber a Imagem da Luz Divina, o Altar. Sentiu necessidade como se tivesse faltando alguma coisa. Recebe a imagem da Luz Divina e os Antepassados continuam a trabalhar e ela vendo os resultados. As pessoas ficando mais felizes depois da entronização do Altar, mais harmonia no ambiente. Lógico, porque entra Luz e na Luz tem mais amor e harmonia.

Um certo dia na dúvida de fazer ou não Culto para Antepassados, (já fazia regularmente o Culto de Gratidão Mensal) veio falar comigo, porque estava com medo de fazer Culto para Antepassados, que é uma coisa que muita gente tem, esse medo…Eu não entendo porque é que as pessoas têm medo de Antepassado; no dia em que nós morrermos, vamos ser o quê? Antepassado! A gente vai gostar que alguém tenha medo de nós? (Não) Vamos ficar ofendidos… Já imaginaram? Seus netinhos, seus bisnetinhos: “Ai, lá vem a vovó, lá vem o vovô, que medo…” (Risos)

A gente vai para o Mundo Espiritual, mas continuamos amando os descendentes da mesma forma que a gente amava em vida; não é porque vamos para o Mundo Espiritual que a gente vai querer aterrorizá-los e Antepassado não é fantasma “uhhh” (Risos); é Antepassado e continua amando!

Ela começou a fazer os Cultos para os Antepassados e o medo passou! Porque era um medo infundado, é um normal Culto a Deus, pedindo Luz para os Antepassados.

Numa outra visita, surgiu a conversa do Mitamaya e a conversa do Mitamaya para muita gente é ainda pior do que o Culto aos Antepassados: “Antepassados dentro de casa, não quero!” Mas quer a gente queira, quer não, eles vêm, eles são espíritos; não é porque tens o Mitamaya em casa, que eles vão passar a vir, já estão vindo! (Risos) A única diferença é que quando se assenta o Mitamaya, é como se tivessem um “quarto de hóspedes” onde podem recebê-los dignamente e onde eles podem assentar e receber orações, oferendas, salmos e flores.

Receber o Altar de Deus e o Mitamaya, é como receber Deus e os Antepassados dignamente na sua casa. Tendo onde assentar, não tem de ter medo, porque está fazendo a coisa certa; tanto é certo, que depois o que aconteceu? Começam a sentir-se bem, começam a viver em harmonia, com tranquilidade na família e com os membros!

Um mês depois de receber o Mitamaya, nasce a permissão de voltar onde tudo começou, ao Solo Sagrado de Guarapiranga. Dá para ver o fechamento de um ciclo começado nove anos antes? (Sim) É um ciclo, um novo ciclo, volta lá numa caravana que foi, das muitas que eu já acompanhei, a que mais teve permissão de dedicar na liturgia do Altar, tanto de Deus como dos Antepassados. Ficaram todos maravilhados, lá em cima no Altar, nunca vi outra caravana que tivesse tido tanta permissão assim, preparando, servindo, foi maravilhoso!

Nessa dedicação, ela despertou para a importância de, tal como já nos foi autorizado pelo Solo Sagrado do Japão, aquando da inauguração da reforma da nossa Sede Central, lá na Nave principal, ao lado da Imagem de Deus, ter o Altar permanente dos Antepassados!

Será onde eles diariamente, irão ser sufragados, receber ofertas, alimento, salmos, e todos nós quando viermos na Sede, vamos poder ter o Culto dos Antepassados, tal como acontece no Solo Sagrado; eles estão à espera por esse dia com a maior ansiedade, porque vai significar uma mudança, uma significativa elevação no Mundo Espiritual a um nível, que até hoje nunca tiveram. Vai ser algo que eles não vêm a hora de acontecer; vai mudar completamente a situação deles no Mundo Espiritual e consequentemente a nossa também!

Isso depende de quê? De nós sentirmos gratidão e alegria por essa permissão; se nós sentirmos a alegria deles, se sentirmos essa felicidade que eles vão sentir, como ela sentiu, a ponto de se emocionar, a união dessas emoções todas, vai criar essa permissão, para um trabalho conjunto, de união; não se consegue isso individualmente; só se consegue isso coletivamente, através da união dos sentimentos de todos nós.

Justamente porque é uma permissão que se consegue só em união, o trabalho do mal é criar desunião, discórdia e conflito; eles fazem muito bem o trabalho deles, de criar impedimentos; e porque é que nascem esses impedimentos? Por permissão de Deus e Meishu-Sama para ver se realmente nossa vontade é verdadeira e sincera ou não… Porque quem não tem vontade verdadeira e sincera baseada no Makoto, na Fé sincera, esmorece, desanima, se afasta e perde o caminho. Quem está ligado a Deus, a Meishu-Sama, aos Antepassados, aos Ensinamentos e ao Johrei, não perde o caminho. Isso podem escrever onde quiserem, porque sempre foi assim e vai continuar a ser assim.

O que eu desejo juntamente com todos, é termos essa permissão e hoje, neste importante Culto, confirmarmos, junto com os Antepassados, essa nossa determinação de construirmos a Sede Central, que foi escolhida por Meishu-Sama. Meishu-Sama não compra uma casa em qualquer lugar e de qualquer maneira; compra, porque Ele sabe que ali foi determinado por Deus. Da mesma forma que tem poemas de Meishu-Sama sobre os Solos Sagrados do Japão, que esses terrenos foram escolhidos por Deus desde os primórdios da humanidade, aqui também foi igualmente escolhido por Deus desde os primórdios e é por isso que Ele vem morar aqui e dentro desta casa d’Ele, vai ter a casa dos nossos Antepassados, como hóspedes d’Ele.

Já se imaginaram, como Antepassados, poderem-se hospedar na casa de Meishu-Sama? Puxa vida! Se nós conseguirmos construir isso, coisa que eu acredito piamente, se não, não estaríamos aqui hoje mais de 200 pessoas! (Palmas)

Vamos deixar esse legado para as gerações futuras e os nossos descendentes um dia estarão orgulhosos de estarem numa Sede Central construída pelos seus Antepassados e eles estarão assentados ali onde vêm sufragá-los. Na verdade estamos construindo a casa de Meishu-Sama e a futura casa dos Antepassados, mas não podemos esquecer, que ao construi-la, a estamos a construir também para nós, porque mais cedo ou mais tarde (que seja o mais tarde possível) (Risos) também será a nossa casa, onde os nossos descendentes, tendo aprendido a nossa Fé, poderão nos vir aqui nos sufragar.

Com essa gratidão por essa consciência que temos e pela permissão recebida, agradeço a presença de todos vós e desejo uma boa continuidade das atividades deste dia!

Muito obrigado a todos!

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