2ª Experiência de Fé – Sede Central – Setembro 2015

Experiência de Fé – Maria Celeste Caridade da Mota

“Graças à Dedicação de Limpeza Espiritual, a minha neta voltou a entrar na nossa sala e sem medos.”

Chamo-me Maria Celeste Caridade da Mota, sou membro há 18 anos e dedico no Núcleo de Johrei de Amadora e Sintra.

Tenho uma linda neta de 3 anos e tenho a permissão de conviver com ela todos os dias da semana, o que me deixa muito feliz.

Mas desde o dia de Natal de 2014, e depois de ter recebido várias prendas, entre elas uma boneca que a assustou, a minha querida netinha não mais conseguiu entrar na sala da minha casa. Diz que tem muitos medos, que vê coisas, como monstros, fantasmas, etc. Tentei de várias formas convencê-la a entrar, já fiz orações, dedicações especiais com esse objetivo, mas de nada adiantou.

Passaram-se mais de 6 meses e isto causou-me muito sofrimento assim como ao meu marido, pois ele queria brincar com a neta na sala e não podia. Também eu, quando queria limpar a casa, não conseguia fazer tranquilamente. Pois quando chegava o momento de limpar a sala, ela encostava-se à porta da rua e começava a chamar-me insistentemente: “Avó, avó..” E mesmo quando cozinhava, era um problema. A cozinha cheia de brinquedos e ela ficava ali em cima de mim. Eu queria mexer-me e mal conseguia. Como tinha que lhe dar atenção, demorava muito mais a fazer a comida, e no final do dia era muito desgastante, quer para mim quer para o meu marido.

Seis meses passados, no dia 27 de Junho (2015), participei pela primeira vez na Dedicação de Limpeza Espiritual na sociedade, que todos os meses é realizada pelos membros e frequentadores do Núcleo de Johrei de Amadora e Sintra, e que desta vez foi nas imediações da estação de comboios de Sintra. Já tinha sido convidada várias vezes e nunca me dispus a ir. Sentia que essa dedicação nas ruas não fazia sentido, porque dedicação tem que ser na Igreja. Mas a insistência fervorosa de uma membro amiga foi tanta, que desta vez decidi ir e senti-me bem com essa decisão.

No dia dessa dedicação estava atenta a tudo, pois há tantos anos que sou membro e nunca tinha feito uma dedicação assim. Já tive a permissão de fazer muitas Dedicações Especiais de Limpeza na Igreja, mas nunca na rua, na sociedade. À medida que estava a varrer, sentia-me feliz ao verificar a transformação da rua, de suja para limpa e agradável. Fazia a Prática do Sonen pela elevação dos nossos antepassados e desejava que as pessoas que passassem naquele local se sentissem felizes.

Gostei muito da dedicação, algumas pessoas que passavam na rua ficavam curiosas com o que viam: cerca de 20 pessoas, cidadãos comuns a limpar a rua. E perguntavam: “Vocês são da câmara?!” Nós respondíamos: “Não, somos da Igreja Messiânica!”. Oferecíamos flores de Luz e também Johrei. Houve até uma pessoa local que pegou numa vassoura e também varreu connosco. Outra começou também a distribuir flores de Luz e a dona de um café da rua veio oferecer várias garrafas de água para todos nós. Foi sem duvida uma dedicação muito bonita!

No término da dedicação fui buscar a minha neta à ama, onde tinha ficado para eu puder ir dedicar. Pouco tempo após chegarmos a casa, a minha neta diz-me assim: “Avó, posso ir jogar para o computador?” Eu, sem perceber o que se passava, respondi automaticamente: “Claro que podes filha!” E ela responde: “Estás a ver avó, já não tenho medo de estar na sala!” Só quando ela me diz isso é que eu me apercebi o que estava a acontecer.

Ela ainda diz: “Estás a ver avó, como eu sou valente, eu não tinha dito que só vinha quando eu quisesse.” Chorei de alegria e associei logo à dedicação que tinha sido feita horas atrás. Seis meses depois ela voltou a entrar na nossa sala e sem medos, um milagre de Meishu-Sama!

Entretanto, o meu marido também chegou à sala e perguntou logo: “O que fizeste à miúda?!” Eu respondi: “Fui dedicar para Meishu-Sama!” Ele ficou muito feliz também. Ainda no dia anterior, o meu marido na sala, pedia à neta para entrar com a minibicicleta, mas ela só de se aproximar da porta, tremia toda e gritava: “Não, não, não quero avô!”

Eu e o meu marido estamos muito felizes com a mudança da nossa netinha. É tão bom poder limpar a casa à vontade. E ver o meu marido feliz por poder brincar com a neta na sala. Agora larga tudo e fica a brincar com ela. O ambiente em casa melhorou completamente. Já se passaram quase 3 meses desde esse dia e ela continua a entrar na sala normalmente, o que nos deixa muito felizes.

Além do dízimo que faço regularmente, decidi aumentar o meu donativo semanal como agradecimento desta situação.

Aprendi através desta experiência que, ao dedicar na limpeza espiritual de um local, o ambiente espiritual da minha família foi limpo automaticamente. É como diz Meishu-Sama: “Nós só somos felizes quando fizermos os outros felizes”.

O meu compromisso é continuar a participar dessa maravilhosa dedicação e convidar outras pessoas para também poderem sentir o que eu e a minha família sentiu.

Quero agradecer a Deus e a Meishu-Sama, à minha netinha, ao meu marido e à pessoa que insistentemente me convidou para participar desta dedicação. Muito obrigada.